Saiba quando serão julgados outros núcleos da trama golpista
Próximos julgamentos na Primeira Turma do STF foram marcados para abril e maio
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para maio a análise da denúncia contra dois dos núcleos da suposta organização criminosa que, segundo da Procuradoria-Geral da República (PGR), teria tentado realizar um golpe de Estado.
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A acusação contra outro grupo será julgada em abril.
Ao apresentar a denúncia contra 34 pessoas, no mês passado, a PGR dividiu a acusação em cinco grupos diferentes, para facilitar a tramitação.
A análise sobre o primeiro grupo, chamado de "crucial", terminou nesta quarta-feira, e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras sete pessoas irão virar réus.
O próximo julgamento, do núcleo 2, ocorrerá entre os dias 29 e 30 de abril. Será de pessoas que, segundo a PGR, ocupavam "posições profissionais relevantes" e "gerenciaram as ações elaboradas pela organização".
Entre eles, o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, o general da reserva Mario Fernandes, e o ex-assessor Filipe Martins "apresentou e sustentou o projeto de decreto que implementaria medidas excepcionais no país".
Entre 6 e 7 de maio, está prevista a análise do quarto núcleo, que seria responsável por "operações estratégicas de desinformação".
Fazem parte dele o tenente-coronel Giancarlo Rodrigues e o policial federal Marcelo Bormevet, que atuaram na Abin, o major reformado Ailton Barros e Carlos Rocha, do Instituto Voto Legal (IVL), contratado pelo PL para analisar as urnas eletrônicas, entre outros.
Já a denúncia contra o terceiro grupo, das forças da segurança, foi marcado para os dias 20 e 21 de maio.
Estão na lista diversos militares do grupo conhecido como "kids pretos", incluindo o general da reserva Estevam Theophilo.
O quinto núcleo é formado apenas pelo influenciador Paulo Figueiredo Filho, que mora nos Estados Unidos.
Ainda não há data de julgamento porque ele é o único que não apresentou resposta à denúncia.
Nesta quarta, diante da ausência de manifestação, o relator da investigação, ministro Alexandre de Moraes, determinou que ele seja defendido pela Defensoria Pública da União.

