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Política

Se Lula estimulasse, Gleisi teria verbalizado, diz Humberto

O senador grifa que a dirigente é a principal porta voz do que o presidente pensa hoje

Cafezinho com Humberto CostaCafezinho com Humberto Costa - Foto: Divulgação

O senador Humberto Costa esteve com Lula na primeira semana da prisão do ex-presidente, mas tem conversado semanalmente com a dirigente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, que, por sua vez, tem estado toda semana com o líder-mor do PT. Diante disso, ele observa que, caso Lula tivesse ampliado o estímulo a uma candidatura própria do PT em Pernambuco, adotando uma posição mais enfática pró-Marília Arraes, Gleisi teria trazido essa posição ao Estado. Ela, no entanto, deu entrevista a uma rádio local essa semana e não externou isso. "Quando ela não o visita na quinta-feira, eles trocam muitas cartas entre si e os temas estão sendo conduzidos a partir daí", pondera Humberto e emenda: "E, aí, e digo com toda certeza: 'Se a presidente Gleisi não trouxe eessa leitura do presidente Lula, é porque isso não foi motivo das conversas dela com ele". O senador completa: "E ela é a principal porta-voz daquilo que o presidente pensa hoje". Ele posicionou-se ao ser questionado sobre a tese de que o deputado federal Silvio Costa não teria aceitado ser anunciado como pré-candidato ao Senado, se não tivesse 95% de certeza de que Marília é candidata. Entre defensores da candidatura própria no PT, há quem lembre que o presidente estadual do Avante esteve com Lula no último dia 29 de maio e que esse encontro poderia ter tido peso na decisão dele de ser lançado como companheiro de chapa da vereadora. "Não estou dizendo que não existiu, mas, se existisse, pelo menos, ela (Gleisi), que verbaliza o que ele efetivamente está pensando, em nenhum momento, trouxe uma posição como essa. Lógico que nós respeitamos, achamos que é positivo um movimento que Marília Arraes tem feito, os outros candidatos também têm feito, (José de ) Oliveira e o Odacy (Amorim). Mas eu creio que esses movimentos têm que ser feitos aí com muito cuidado". As declarações de Humberto foram feitas em entrevista a esta colunista e a Daniel Leite na coluna digital "No Cafezinho", que está no ar no Blog da Folha, nas redes sociais e no Youtube da Folha de Pernambuco.

Avante ainda sem benção do PT
Humberto vê dificuldade na sugestão feita por Marília Arraes de aliança com o Avante, do deputado Silvio Costa. "O problema do Avante é que, inclusive, nós nem definimos se esse partido está no nosso leque de alianças, não é? Então, é mais uma coisa que mostra que houve uma certa antecipação", pondera o petista.

Repertório > Em 2016, lembra Humberto Costa, "nós fomos obrigados a desfazer várias alianças que haviam sido formadas nas eleições municipais com partidos que não faziam parte da nossa política de alianças, a exemplo do DEM, PSDB". E segue: "Algumas excepcionalidades aconteceram, mas tivemos que desfazer".

Fala, Gleisi! > Na entrevista que concedeu à Rádio Jornal, Gleisi Hoffmann avaliou que, se o PT não assumir movimentos feitos por Marília Arraes, entre eles o de lançar Silvio Costa, "eles não vão ser efetivos e não vão ajudá-la a construir candidatura".

Alavantú > O deputado Silvio Costa, que passa o período junino em Gravatá, combinou com a vereadora Marília Arraes agendas conjuntas, no São João, em Tacaimbó e Caruaru.

Reduto > No grupo Pernambuco Quer Mudar faz-se um cálculo de que o clã Ferreira levará o "voto metropolitano" para a candidatura de Armando Monteiro "como diferencial". Registra-se que o petebista e o deputado Mendonça Filho tem inserção, predominantemente, no Agreste.

Dois pesos > Se no governo não passa batido que o presidente do SD, Augusto Coutinho, votará em Mendonça Filho, há governistas ironizando: "E quantos prefeitos do PSB vão votar nele? Cadê a punição? Da bancada federal, 80% não votam em Humberto Costa".

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