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Política

Secretário de França avalia: "Doria é o coveiro do PSDB"

"Ele apostou na dubiedade. Talvez, isso seja o custo que ele pagou"

Paulo Câmara, governador reeleito em Pernambuco, e Márcio França, que disputa o 2° turno em São Paulo têm reunião, hoje, em BrasíliaPaulo Câmara, governador reeleito em Pernambuco, e Márcio França, que disputa o 2° turno em São Paulo têm reunião, hoje, em Brasília - Foto: Divulgação

A posição que o PSB assumirá no 2º turno da eleição presidencial vai à pauta, hoje, em reunião convocada pelo presidente nacional da sigla, Carlos Siqueira, para as 14h30, na sede nacional do partido, em Brasília. Contrariando as pesquisas, o governador Márcio França foi ao 2º turno com João Doria e aliados do socialista já projetam o seguinte: São Paulo, a partir de agora, deve ser a prioridade para socialistas. Até então, as decisões tomadas pela sigla, visando ao 1º turno, deram resultados nítidos mais favoráveis a Pernambuco. Em São Paulo, a opção feita por Geraldo Alckmin de ter dois palanques, o de França e o de Doria, foi tachada por Márcio França, ontem, de "erro grave". Ao Uol, França declarou: "Dois palanques em São Paulo foi um erro grave". À coluna, o secretário de Habitação de São Paulo, Paulo Matheus, avalia o seguinte: "Doria é o coveiro dos tucanos. Ele enterrou os tucanos". Paulo Matheus assinala que isso "vem desde a eleição dele (Doria elegeu-se prefeito em 2016)". Refere-se a um fato em específico: "Ele dividiu o PSDB, extirpando lideranças como Andrea Matarazzo". O ex-vereador disputava prévias na legenda, em 2016, quando pediu desfiliação após apontar "fraude" no processo. Na época, Matarazzo tachou Doria de "piada pronta". Na disputa deste ano, o chamado voto "Bolsodoria" atingiu Geraldo Alckmin. Na visão de Paulo Matheus, isso "revela a personalidade dele (Doria), de traidor, que não tem compromisso com nada, nem com o partido". A despeito da postura de Doria, o auxiliar de França pondera que Alckmin ficou em posição "muito difícil", enquanto presidente nacional da sigla, diante da hipótese de abrir mão de uma candidatura do PSDB no Estado. "Ele apostou na dubiedade. Talvez, isso seja o custo que ele pagou de não ter feito opção. Custou muito caro ele não ter protagonizado a disputa em São Paulo", considera Paulo Matheus, lembrando que, dado o cenário atual, "essa realidade de São Paulo passa a ser prioridade nacional no PSB". Em São Paulo, Jair Bolsonaro venceu com 53%, enquanto Fernando Haddad teve 16,42%. O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, já está pedindo voto para o petista. No PSB, não é só a Paulo Câmara que interessa fazer Haddad presidente, mas, dado resultado das urnas, referente à corrida pelo Planalto em São Paulo, os interesses de França e Câmara podem não ser comuns.

Bivar quer fazer presidente da Câmara
O PSL, que tem o pernambucano Luciano Bivar como presidente de honra, fez a segunda maior bancada de deputados federais, ao eleger 52 parlamentares. Ficou atrás apenas do PT, com 56. Bivar aposta no seguinte: "Podemos ficar maior do que a maior bancada". E, à coluna, adianta: "O PSL deve indicar o presidente da Câmara".

Bloco >A conta que Luciano Bivar faz tem a ver com a perspectiva de o partido receber novos deputados. "Vários deputados virão para nós. Mas, independente de transferir, a gente já tem bancada pluripartidária que já está junto com nossa bancada. Temos mais de 130 deputados", contabiliza Bivar.

Planalto > Tradicionalmente, o partido de maior bancada indica o presidente da Câmara, razão pela qual Bivar projeta que o PSL deve comandar a Casa. "Mas nosso foco, agora, é dia 28 eleger Bolsonaro presidente", pondera Bivar, eleito com 117.943.

BFF > Coordenador da campanha vitoriosa de Jarbas Vasconcelos ao Senado, Murilo Cavalcanti faz questão "de louvar a correção de Humberto Costa e da sua equipe" com a campanha do emedebista: "Não houve estresse, tudo muito às claras, apoio mútuo”.

Barba, cabelo e bigode > O deputado estadual Waldemar Borges, mais votado em Gravatá, encabeça a oposição ao prefeito Joaquim Neto, que apoiou a chapa do senador Armando Monteiro. Júnior Darita, que dobrou com Waldemar, também foi o mais votado na cidade. O resultado sinaliza para o xadrez de 2020.

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