Sede da Polícia Federal em Curitiba tem movimentação tranquila neste sábado

Carceragem da Polícia Federal em Curitiba abriga presos da Lava Jato, como o ex-ministro Antônio Pallocci e o empreiteiro José Aldemário Pinheiro, o Léo Pinheiro, da OAS, que revelou a relação entre o ex-presidente da República e o triplex do Guarujá

Sede da Polícia Federal em CuritibaSede da Polícia Federal em Curitiba - Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Após a grande mobilização de manifestantes contrários ao ex-presidente Lula na noite desta sexta-feira, este sábado (7) amanheceu tranquilo na porta da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba. Apenas jornalistas e vendedores ambulantes marcam presença. A polícia ainda não está mobilizada e não há bloqueios nas vias próximas.

Como não há expediente neste sábado, o acesso ao interior do prédio e ao estacionamento está fechado. Trata-se de um complexo inaugurado em fevereiro de 2007, quando Lula era o presidente da República e Márcio Thomaz Bastos, o ministro da Justiça.

A carceragem da PF na capital paranaense abriga presos da Lava Jato, como o ex-ministro Antônio Pallocci e o empreiteiro José Aldemário Pinheiro, o Léo Pinheiro, da OAS, que revelou a relação entre o ex-presidente da República e o triplex do Guarujá.

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O esquema de segurança montado pela Polícia Federal e pelas forças de segurança do Paraná está pronto e envolve homens do Batalhão de Choque da PM e do Grupo de Pronta Intervenção da PF, com munições não letais e bombas de efeito moral, como equipamentos.

Um helicóptero deve ser utilizado para trazer Lula do aeroporto ao heliponto do prédio da PF, evitando a exposição do ex-presidente e os riscos do deslocamento pelas ruas da capital paranaense.

Lula vai ficar em uma sala com cerca de 15 metros quadrados, com uma cama, mesa, cadeira, banheiro e janela interna, para o corredor. Ela fica no quarto andar do prédio e era usada como alojamento dos agentes.

O ex-presidente não terá contato com os demais presos. Lula terá ainda direito a banho de sol de duas horas e uma visita semanal, além dos advogados.

Entenda o caso:
Lula e a ex-primeira-dama Marisa Letícia foram denunciados pelo Ministério Público Federal, por serem supostamente os verdadeiros donos de um triplex no Guarujá. De acordo com a denúncia, as reformas feitas no imóvel pela construtora OAS eram parte de pagamento de propina da empreiteira, que teria sido favorecida em contratos com a Petrobras. O imóvel teria sido reservado para o ex-presidente, mesmo sem ter havido transferência formal, o que configura tentativa de ocultar o patrimônio (ou lavagem de dinheiro). O valor dos recursos citados chegaria a R$ 2,2 milhões.

Triplex do Guarujá: Justiça diz que Lula e Marisa eram donos; defesa nega

Triplex do Guarujá: Justiça diz que Lula e Marisa eram donos; defesa nega - Foto: Reprodução/PT

 

Em 12 de julho de 2017, o juiz de primeira instância Sérgio Moro,  da 13ª Vara Federal de Curitiba, condenou Lula a nove anos e seis meses de prisão. A defesa apelou ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) - em Porto Alegre, segunda instância da Justiça - , mas Lula foi condenado novamente, no dia 24 de janeiro de 2018, e teve a pena aumentada para 12 anos e 1 mês de reclusão

No dia 4 de abril, com o placar final de 6 a 5, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) negaram o pedido de habeas corpus solicitado pela defesa de Lula na tentava de impedir a execução provisória da pena imposta a partir da confirmação de sua condenação pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Os advogados do ex-presidente sempre negaram as acusações, sustentaram que o julgamento foi político e que houve cerceamento da defesa. No dia seguinte (5 de abril), o juiz Sérgio Moro recebeu um ofício do Tribunal Regional Federal da 4ª Região informando que já não havia obstáculos legais para o início do cumprimento da pena do petista e emitiu a ordem de prisão em seguida.

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