Política

Sem mencionar vazamento, Moro diz que não atua para promover 'justiça vingativa'

Moro está sob pressão desde que foram reveladas trocas de mensagem de Moro com Dallagnol

Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio MoroMinistro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou nesta quinta-feira (13) que não atua, à frente da pasta, para promover o que chamou de "justiça vingativa".

Moro está sob pressão desde que foram reveladas, pelo site The Intercept Brasil, trocas de mensagem do ex-juiz da Lava Jato com o coordenador da força-tarefa da operação, Deltan Dallagnol.

De acordo com o site, as conversas mostram que Moro interferiu na atuação da força tarefa Lava Jato, sugerindo que o procurador invertesse a ordem de operações e dando pistas de investigação.

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O ministro da Justiça não fez qualquer menção direta ao caso em sua fala na manhã desta quinta-feira."Quando eu fui convidado pelo Jair Bolsonaro para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, houve uma convergência absoluta no que se refere às minhas intenções e às dele, de que o objetivo seria sermos firmes contra crime organizado, corrupção e a criminalidade violenta", declarou o ministro.

"Para deixar tudo muito claro: tanto a minha visão quanto a do presidente não é fazer isso por uma espécie de justiça vingativa, embora fazer justiça seja importante. Não, evidentemente, vingança. Mas se faz isso principalmente porque o objetivo é proteger as pessoas e melhorar a qualidade de vida das pessoas", concluiu.

Moro deu as declarações em um evento, no Ministério da Justiça em Brasília, para o lançamento de um pacto pela prevenção e o combate da violência contra crianças e adolescentes.

Também participaram do ato o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, a primeira-dama Michelle Bolsonaro e os ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Osmar Terra (Cidadania), Luiz Henrique Mandetta (Saúde) e Abraham Weintraub (Educação), além da procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

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