Senadora se defende na Lava Jato e decide concorrer à Câmara

Gleisi poderá ser julgada ainda em junho no STF (Supremo Tribunal Federal) na ação em que é acusada de ter recebido R$ 1 milhão desviados da Petrobras para financiar sua campanha de 2010.

Gleisi Hoffmann vai ao TSE pedir providência contra campanha de BolsonaroGleisi Hoffmann vai ao TSE pedir providência contra campanha de Bolsonaro - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A defesa enfática de Lula virou um palanque pessoal de Gleisi para a próxima eleição. Sua liderança nessa campanha garantiu forte apoio a seu nome nas bases petistas, o que deve turbinar sua candidatura a deputada federal.

Uma reeleição como senadora passou a ser um plano arriscado, especialmente após seu envolvimento na Lava Jato. Ela atribui a decisão de concorrer à Câmara, porém, a suas funções partidárias e ao quadro eleitoral no Paraná.

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"Avaliei que só haverá uma vaga no campo progressista no estado. Como o [Roberto] Requião [MDB-PR] será candidato, vamos apoiá-lo. Seria correr um risco. E eu saio candidata a deputada federal."

Gleisi poderá ser julgada ainda em junho no STF (Supremo Tribunal Federal) na ação em que é acusada de ter recebido R$ 1 milhão desviados da Petrobras para financiar sua campanha de 2010.

"Não tem como me condenar nesse processo. Não tem prova", rebateu. "A ação é baseada em uma delação questionada", disse, em referência às acusações de que o advogado Figueiredo Basto cobrava dinheiro para livrar suspeitos das delações de seus clientes.

Além desse caso, a senadora enfrenta outras três acusações. Foi denunciada pela PGR por outros desvios na Petrobras no chamado "quadrilhão do PT" e por ter recebido R$ 3 milhões em caixa dois da Odebrecht. A PF também afirma que ela recebeu R$ 1,3 milhão em propina e caixa dois da TAM e da empresa de tecnologia Consist.

"Só posso considerar que isso [as investigações] está sendo feito com o peso da divulgação que tem porque estou ocupando a presidência do PT. Comecei a achar que sou importante. Só pode ser."

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