Ser ou não ser de oposição? Eis a questão

Para o cientista político Vanuccio Pimentel, ainda não se pode falar em um rompimento automático do PR com o governo

O ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho, Elias Gomes (PSDB)O ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho, Elias Gomes (PSDB) - Foto: Arquivo/Folha

 

A vitória de Anderson Ferreira em Jaboatão dos Guararapes é encarada de forma problemática, por parte de estudiosos, para o governador Paulo Câmara (PSB). Embora faça parte de um partido que está na base de apoio do Governo do Estado, o novo prefeito contou com o apoio do maior nome da oposição estadual, o senador Armando Neto (PTB), desde o primeiro turno, o que teria levado Câmara a participar da caminhada do vice-prefeito e então candidato ao Executivo de Jaboatão, Heraldo Selva (PSB).

Além disto, Ferreira teve que enfrentar o apoio do PSB jaboatonense ao seu adversário no segundo tur­no, Neco (PDT). Mesmo as­­sim, nos bastidores, existe a leitura de que o republicano ainda poderá se reaproximar do Palácio do Campo das Princesas, já que não rompeu oficialmente com a Frente Popular, durante a corrida.

Para o cientista político Vanuccio Pimentel, ainda não se pode falar em um rompimento automático do PR com o governo. “Creio que Armando Neto foi muito mais hábil no segundo turno do que Paulo Câmara. Ele garantiu o apoio a Anderson desde o início e só no fim foi que o PSB se aproximou do candidato vitorioso”, comentou.
Ao falar sobre sua relação com o governador, Anderson disse que pretende “unir” as pessoas. “Acho que o governador quer dar a sua contribuição, numa gestão que veio preparada, com a referência de um colégio eleitoral muito forte. Vou unir pessoas, tenho isso como princípio de vida. Aprendi com o meu pai, o ex-deputado Manoel Ferreira, que me ensinou a fazer política com compromisso com o povo e unindo as pessoas”, declarou.

 

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