Silvio Costa Filho: “Acho que o Congresso errou"
Deputado vê “défict de diálogo” em relação à reforma tributária
O deputado federal Silvo Costa Filho evita reforçar a tese da disputa de protagonismo entre Senado e Câmara Federal, que estaria impedindo os parlamentares de chegarem a um denominador comum em relação à Reforma Tributária. Entretanto, ele acende o sinal amarelo em relação ao seguinte: "Essa é a reforma que pode retardar de seis a oito meses a retomada do crescimento do País. Por isso é preciso votar logo". Leia-se: o empresário quer saber quais são as regras do jogo para voltar a investir. O atraso na definição engessa a volta do crescimento. Seguindo com o alerta ligado, Silvio Costa Filho aponta "déficit de dialogo" no Congresso Nacional. Na reunião de líderes em Brasília, ele já havia feito essa avaliação. E repisa: "Eu confesso a você que acho que o Congresso errou em não ter, desde o primeiro momento, unificado a proposta. Temos hoje quatro propostas em relação à Reforma Tributária, que estão tramitando". Termina, diz ele, que "a gente não pode fazer um debate mais claro sobre qual é a reforma tributária que a gente vai apreciar, se a do governo, da Câmara, do Senado, do Consefaz". Silvio divide essa conta com o Governo Federal. "O próprio poder Executivo não encaminhou a reforma ainda. Como é que pode?", indaga.
Como a coluna cantara a pedra, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho, chegou a informar que um grupo formado por deputados e senadores estava trabalhando para aproximar os textos das duas Casas, visando a pacificar o mal-estar latente. Segundo FBC, encontros mais formais desse grupo ocorreriam ao longo dessa semana que passou, "para que não seja uma disputa para ver quem aprova primeiro, mas um trabalho em harmonia". A semana, no entanto, acabou marcada por novos embates entre Câmara e Senado, sendo um deles em torno do afrouxamento das regras eleitorais. E o líder, por sua vez, que exerce papel determinante nessas construções, colocou o cargo à disposição após ser alvo da Operação Desintegração. E ainda não se sabe se isso terá o condão de atrasar ainda mais o calendário das reformas.

