Brasília

Simone Tebet escolhe ex-governador Germano Rigotto como coordenador de programa de governo

Senadora, que é cobiçada como vice em outras chapas, tem sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto contestada dentro do MDB

Senadora Simone Tebet (MDB-MS) Senadora Simone Tebet (MDB-MS)  - Foto: Reprodução/TV Senado

Enquanto tem a candidatura contestada dentro do próprio partido, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) indicou, nesta quarta-feira, que o ex-governador do Rio Grande do Sul Germano Rigotto será o coordenador de seu programa de governo à Presidência da República. Na semana passada, a parlamentar já havia anunciado Elena Landau como sua conselheira econômica na corrida para o Palácio do Planalto.

A decisão de ter Rigotto como coordenador de campanha foi anunciada em reunião da Executiva Nacional do MDB nesta quarta. Governador do estado gaúcho de 2003 a 2006, Rigotto foi três vezes deputado federal.

Líder da bancada feminina, Tebet vem sendo cortejada como um possível nome para preencher a vaga de vice em chapas de outros candidatos. Uma das possibilidades ventiladas é de compor com o governador de São Paulo e pré-candidato pelo PSDB, João Doria. A senadora, no entanto, já disse que irá manter a sua candidatura.
 

Em entrevista à Globonews, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) defendeu que o MDB não tenha candidatura própria e apoie o ex-presidente Luiz Inácio Lula Silva (PT) na corrida ao Palácio do Planalto já no primeiro turno caso o nome de Tebet não suba nas pesquisas.

"Acho que ela (Tebet) tem todas as condições de ser candidata a presidente da República. No entanto, se a fotografia das pesquisas não mexerem, não dá para a gente repetir experiências passadas em detrimento do tamanho do partido", afirmou Renan, acrescentando que Lula é a candidatura que "encarna" a inclusão social, o crescimento econômico e o aumento real do salário.

Embora reforce a candidatura de Simone, a cúpula do MDB não descarta que ela poderá enfrentar palanques duplos em alguns estados. No Nordeste, caciques do MDB são mais próximos a Lula, enquanto em estados do Sul há nomes mais ligados a Jair Bolsonaro. O partido já liberou os estados em eleições anteriores.

Enquanto isso, o MDB tem conversado com PSDB, União Brasil e Cidadania sobre a possibilidade de formar uma federação partidária.

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