Sinais já previstos no PSB vão se consolidando no PT

Na cúpula do PSB, a participação do PT na majoritária de Paulo Câmara é uma possibilidade admitida

Gleisi HoffmannGleisi Hoffmann - Foto: Divulgação

Uma reunião para definição de aliança, em Pernambuco, entre o PSB e o PT já estava para ser marcada, mas acabou não ocorrendo em função dos transtornos causados pela greve dos caminhoneiros. Como a coluna cantou a pedra, ainda no último dia 26, socialistas, ali, já admitiam que a decisão dos petistas sobre composição no Estado poderia sair antes do dia 10 - data da reunião prevista para se votar se Marília Arraes será mantida ou não no páreo da disputa pelo Palácio das Princesas. A previsão de membros da Frente Popular sobre iminente antecipação vinculava-se, então, à desistência do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, de fazer visita ao Estado no último dia 25. Palacianos já ponderavam que a mudança nos planos de Haddad tinha a ver com "não ter que dar palanque" à vereadora petista. Se uma aliança se confirmar, a participação do PT na chapa majoritária de Paulo Câmara é uma possibilidade considerada na cúpula da Frente Popular. Desde a última sexta-feira, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e o vice-presidente, Márcio Macêdo, solicitavam que representantes do PT estadual fossem a Brasília para uma reunião. Mas, diante dos empecilhos apresentados pela crise de abastecimento, o resultado foi uma vídeoconferência, realizada entre as 9h e as 12h ontem, que colocou, de um lado, o senador Humberto Costa, Gleisi, Márcio Macêdo e o secretário de Movimentos Populares, que integra a executiva nacional, Ivan Alex, e do outro, petistas pernambucanos, incluindo o presidente do PT-PE, Bruno Ribeiro, e Marília Arraes. A apresentação feita por Gleisi remontou à reaproximação entre PT e PSB desde novembro e estendeu-se às "sinalizações muito sólidas", segundo o dirigente estadual, "de que 10 a 11 governadores do PSB poderiam estar apoiando Lula o primeiro turno". No PSB, essa conta dos votos no ex-presidente ainda não está fechada, mas a lógica dessas composições em 10 ou 11 estados já coincide com a de petistas.

Do lado de cá
Em Pernambuco, estavam reunidos, ontem, durante a vídeoconferência, além de Bruno Ribeiro e Marília Arraes, entre outros, a deputada Teresa Leitão, o ex-prefeito João da Costa, Oscar Barreto, Múcio Magalhães, Glaucus Lima, Sheila Oliveira, Carlos Veras, Ângela Cristina, Doriel Barros.

Cabeceira >
Quando o deputado federal Silvio Costa encontrou-se com Lula, na última terça-feira, o ex-presidente estava lendo "A poeira e a Estrada", biografia do cantor pernambucano Maciel Melo. Silvio ficou de levar mensagem ao compositor.

Caminho único > A sessão do STF começou, ontem, com uma manifestação da presidente da Cármen Lúcia sobre a crise no País: "Não há escolha de caminho. A democracia é o único caminho legítimo". Cármen Lúcia disse que tem "profunda preocupação com o grave momento político, econômico e social experimentado pelos cidadãos brasileiros".

Deboche 1 > O deputado estadual Waldemar Borges disse, na Assembleia Legislativa, que estava estarrecido com "o deboche da Petrobras", que insiste em continuar com a política que atrela o preço dos combustíveis ao mercado internacional, aumentando a venda de petróleo cru e a importação do refinado, e reduzindo, assim, a utilização de suas refinarias.

Deboche 2 > “O País passa a comprar no mercado internacional um bem que poderia produzir no Brasil e, em meio a toda essa crise, ainda promove mais um reajuste do preço da gasolina. É muito deboche, é muita cara de pau, é muita insensibilidade, é muita falta de compromisso com a população”, criticou.

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