Siqueira: "Aliança vai acontecer por outras razões"

Dirigente nacional espera e quer contribuir para que composição entre PT e PSB ocorra

Carlos Siqueira Carlos Siqueira  - Foto: Divulgação

Presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira trocou longo telefonema, na manhã de ontem, com Joaquim Barbosa. Foi na ligação que o ex-ministro informou que não concorreria à Presidência da República. A decisão de Barbosa tende a reduzir resistências à aliança do PSB com o PT em Pernambuco. Um dos argumentos que pesava contra uma composição local era o fato de o PSB não ter como, em contrapartida, apoiar o PT nacionalmente, dado o projeto de candidatura própria que seguia vigente. Siqueira, que tem participado de conversas com a cúpula nacional do PT sobre eventual aliança, torce para que PT e PSB estejam juntos em Pernambuco, mas defende que a consolidação dessa aliança "não está vinculada à questão nacional". O dirigente vaticina: "Vai acontecer por outras razões". Ele emenda: "Espero e quero contribuir para que ela ocorra. Acho necessário essas duas forças estarem juntas em Pernambuco". De certo, por enquanto, está o fato que o PSB não terá mais candidatura própria ao Planalto. "Definição clara é de que não vamos ter candidatura própria. Essa (Joaquim) era a hipótese e a hipótese se foi", assegura Carlos Siqueira. Por acordo, o PT já havia, em Pernambuco, resolvido, no último sábado, adiar a definição sobre candidatura própria para o dia 10 de junho, o que já soou como movimento possível de facilitar a reaproximação entre as duas siglas. Agora, a ausência da candidatura própria do PSB no plano nacional passou a ser vista como novo "catalisador" nas contas de quem já vislumbrava a aliança no Estado. E essa aliança custaria, a petistas, abrir mão do projeto de Marília Arraes.

"Ficar sem candidatura é uma complicação"
Carlos Siqueira, à coluna, adianta ser mais provável apoiar uma candidatura de centro-esquerda do que o partido adotar neutralidade. "Ficar sem candidatura é uma complicação", assinala. E projeta: "É mais provável apoiar candidatura de centro-esquerda. Temos que colocar todas na mesa".

Pelo cheiro > O senador Humberto Costa acredita que, sem Joaquim Barbosa no páreo, "ficou menos difícil firmar uma aliança" em Pernambuco. À coluna, pondera: "Torna um pouco menos difícil. Não vou dizer que facilitou porque vai ter discussão mais profunda do PT nacional".

Oficial > Como a coluna antecipou, André Campos é o novo secretário da Casa Civil da gestão Paulo Câmara. A coluna havia confirmado a ida dele para o cargo, mas a publicação, no Diário Oficial, saiu ontem.

Emendas 1 > De acordo com auditoria do TCE, em 2016, o Governo do Estado liquidou 42,58% das emendas parlamentares da bancada governista e 28,98% dos 13 membros da bancada de oposição. A deputada estadual Priscila Krause solicitou ao presidente da Casa, Guilherme Uchoa, ontem, a votação de PEC de sua autoria que obriga o governo a publicar bimestralmente os dados de execução.

Emendas 2 > Priscila diz que as emendas envolvem, só nesta legislatura, R$ 214,8 milhões e que é fundamental que se dê transparência a esse tópico.

Reeleito > Ao tornar ontem o deputado Eduardo da Fonte réu, a Segunda Turma do STF respondeu uma questão pendente sobre as novas regras do foro privilegiado. Os ministros decidiram que parlamentar reeleito mantém o foro por atos praticados em mandato anterior. "Esta Segunda Turma vem afirmar a sua competência para julgar crimes praticados em uma legislatura por um deputado que venha a exercer, por força de reeleição, um novo mandato", votou o relator Edson Fachin.

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