Sob pressão, Alckmin cobra tucanos e diz que cunhado é 'simpatizante do PSDB'

Eduardo Azeredo, de seu partido, condenado no mensalão mineiro. Afirmou que o senador Aécio Neves (PSDB-MG), réu no Supremo, não será candidato, tema que segundo o mineiro será decidido e anunciado em seu estado. Disse que o ex-governador do Paraná Beto R

Geraldo AlckminGeraldo Alckmin - Foto: José Cruz/Arquivo/Agência Brasil

Sob pressão, o presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin, subiu o tom na crítica a correligionários encrencados com a Justiça e defendeu o cunhado Adhemar Ribeiro, acusado de operar para ele caixa dois. "É casado com uma banqueira e simpatizante do PSDB", respondeu.

Em sabatina realizada pela Folha de S.Paulo, UOL e SBT nesta quarta-feira (23), Alckmin ainda fez o discurso de defesa contra acusações de caixa dois que era cobrado por sua equipe em resposta à Lava Jato. O tucano disse que a Justiça deve ser cumprida no caso do ex-governador de Minas

Eduardo Azeredo, de seu partido, condenado no mensalão mineiro. Afirmou que o senador Aécio Neves (PSDB-MG), réu no Supremo, não será candidato, tema que segundo o mineiro será decidido e anunciado em seu estado. Disse que o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) "vai se explicar".

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E cobrou esclarecimentos sobre supostos recursos não declarados mantidos no exterior por Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, apontado como operador do PSDB.
"O PSDB não é imune a críticas. Não passamos a mão na cabeça de ninguém", realçou. "A Justiça se faz para todos. Aliás, acaba de ser feita."

A jornalistas, ao final, disse ter "certeza de que [Azeredo] vai se apresentar e cumprir a decisão judicial, embora ainda possa ter recurso". Afirmou que não se discute punição ao mineiro no PSDB, visto que está afastado da vida partidária há dez anos.

Em esforço para reverter a onda negativa que abateu sua campanha desde que pesquisa CNT da semana passada mostrou variação negativa em seu desempenho, o tucano adotou discurso mais enfático na entrevista a Fernando Canzian (Folha de S.Paulo), Carlos Nascimento (SBT) e Diogo Pinheiro (UOL).

Rebateu acusação da CCR -"um absurdo verdadeiro", tachou- de que teria recebido R$ 5 milhões em caixa dois na campanha de 2010, intermediado por seu cunhado Adhemar Ribeiro. "Nunca vi ninguém ajudar alguém que sabidamente vai trabalhar contratos seus interesses", afirmou, detalhando medidas em seu governo contrárias aos interesses da concessionária.

Também acusado pela Odebrecht de ter recebido mais de R$ 10 milhões em caixa dois, o tucano respondeu que as suas campanhas "foram feitas dentro da lei, sem ostentação", e que essa foi a orientação repassada aos profissionais que nela atuaram.
Ele saiu em defesa de Ribeiro, "casado com banqueira e simpatizante do PSDB. Só isso".

Na chegada à sede do UOL, Alckmin decidiu descer do carro no Largo da Batata e caminhou dois quilômetros pela avenida Faria Lima. Veio de gravata, segundo assessoria, porque hoje o acessório é mais usado pelos pobres do que os ricos.

Olhando para a câmera, ele se defendeu do que chamou de "tendência no Brasil de defenestrar a política e dizer que é tudo igual. Não é". "Me sinto indignado", protestou. "Fui vereador na minha cidade natal, quando não se ganhava um centavo", disse.

Afirmou que recusou aposentadoria de deputado e hoje recebe R$ 5.000 do INSS depois de 42 anos de contribuição. Questionado, disse que seu patrimônio é de R$ 1,3 milhão, com pouca variação do valor declarado em 2014.

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