Sorteio para escolha de Fachin durou três minutos

Corte diz que esse tipo de procedimento é aleatório, feito por sistema eletrônico que utiliza um algoritmo

Edson FachinEdson Fachin - Foto: Carlos Humberto/SCO/STF

 

O sorteio que escolheu Edson Fachin para relator da operação Lava Jato, na quinta-feira (2), durou três minutos e contou com a participação de três pessoas, além da presidente Cármen Lúcia, que acompanhou o processo, segundo a assessoria do STF.
A corte diz que esse tipo de procedimento é aleatório, feito por sistema eletrônico que utiliza um algoritmo. O sorteio sobre a Lava Jato utilizou como base o inquérito de número 4112, que tem o senador e o ex-presidente Fernando Collor (PTC-AL) como investigado. O STF não explicou por qual motivo escolheu esse inquérito, que não é o primeiro relacionado à investigação da Lava Jato a tramitar no tribunal.
Segundo o STF, o número de processos distribuídos para cada gabinete, considerando a série histórica que começou em 2001, pode influenciar; quem foi sorteado mais vezes tem menos chances de receber um novo processo.

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A corte não diz, no entanto, se algum dos cincos ministros da Segunda Turma, para onde Fachin foi transferido, estava ou não em vantagem nesse sentido. O STF também não explica se há outro critério que coloca um ou outro ministro em posição privilegiada. O sistema de distribuição de processos passará por uma auditoria externa em julho.

 

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