Sou a favor do voto secreto, mas quis evitar especulações, diz Flavio Bolsonaro

Na noite da sexta-feira (1º), os senadores decidiram que a eleição para o comando da Casa será feita em votação aberta.

Senador eleito Flávio BolsonaroSenador eleito Flávio Bolsonaro - Foto: FIlipe Cordon/Folhapress

O filho senador do presidente Jair Bolsonaro, Flavio Bolsonaro (PSL-RJ) se justificou nas redes por não ter aberto o voto como outros senadores na eleição interna da Casa.

"Sou a favor do voto aberto, mas nessa ocasião específica, por ser filho do chefe de outro Poder, optei por não abrir meu voto, para evitar especulações com intuito de prejudicar o governo. Que o eleito, independentemente de quem for, apoie as pautas que o Brasil necessita", disse nas redes.

   Votação Aberta

Na noite da sexta-feira (1º), em manobra de última hora, os senadores decidiram que a eleição para o comando da Casa será feita em votação aberta. A escolha do novo presidente do Senado acontece neste sábado (2).

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A decisão foi articulada por opositores do senador Renan Calheiros (MDB-AL), que é candidato. A estratégia é fazer com que o emedebista perca votos por conta da exposição pública que será dada aos senadores que votarem nele.

A sessão foi presidida pelo senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), que concorre com Renan Calheiros pelo comando da Casa. Em resposta a questões de ordem que pediam o voto aberto, ele opinou favoravelmente aos requerimentos, mas delegou a decisão ao plenário.

O resultado foi de 50 votos pelo registro aberto e 2 pelo secreto.
O voto aberto contraria o regimento interno do Senado. O regimento da Casa é claro ao definir, em seu artigo 60, que a eleição se dará em "escrutínio secreto", como sempre ocorreu.

Como presidente interino da Casa, por ser o único membro da Mesa Diretora que manteve o cargo, Alcolumbre se movimentou desde o início do dia para viabilizar sua candidatura.

Após a publicação de norma pelo então secretário-geral da Mesa, Luiz Fernando Bandeira de Melo, que impediria que candidatos presidissem a sessão de eleição, Alcolumbre revogou a norma. Depois, assinou a dispensa do secretário.

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