Sex, 06 de Março

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Política

STF rejeita pedido de prisão domiciliar de Bolsonaro

O ex-presidente passou por um procedimento contra crises recorrentes de soluço

O líder de extrema direita cumpre uma pena de 27 anos de prisão por tramar um plano golpista para se manter no poderO líder de extrema direita cumpre uma pena de 27 anos de prisão por tramar um plano golpista para se manter no poder - Foto: Sergio Lima / AFP

O Supremo Tribunal Federal rejeitou um pedido de prisão domiciliar por motivos de saúde feito pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado, segundo uma decisão judicial publicada nesta quinta-feira (1º).

Seus advogados apresentaram na quarta-feira o pedido de Bolsonaro, hospitalizado há mais de uma semana após ter sido operado de uma hérnia inguinal e, em seguida, submetido a um procedimento contra crises recorrentes de soluço.

O líder de extrema direita cumpre uma pena de 27 anos de prisão por tramar um plano golpista para se manter no poder, após perder as eleições para Luiz Inácio Lula da Silva em 2022.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou o novo pedido de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O magistrado frisou que o ex-chefe do Executivo deve retornar à sede da Polícia Federal em Brasília para cumprir sua pena após a alta da internação no Hospital DF Star, prevista para ocorrer ainda hoje.

O novo pedido de prisão domiciliar foi apresentado nesta quarta, 31, às 17h09. Nele, os advogados requeriam que o ex-presidente fosse para sua casa imediatamente após a alta hospitalar. No entanto, ao avaliar a solicitação, o ministro Alexandre de Moraes considerou que a defesa não apresentou "fatos supervenientes que pudessem afastar" as razões para a manutenção da prisão em regime fechado.

O ministro também destacou que, "diferentemente do alegado pela defesa", a condição de saúde de Bolsonaro não se agravou, mas sim houve um "quadro clínico de melhora dos desconfortos que estava sentindo, após a realização de novas cirurgias eletivas". O ex-presidente passou por uma série de procedimentos nos últimos dias em seu nervo frênico, com o objetivo de amenizar suas crises recorrentes de soluços.

Moraes também ressaltou que todas as prescrições médicas indicadas como necessárias "podem ser integralmente realizadas na PF, "sem prejuízo à saúde" de Bolsonaro. Ainda não há previsão de horário para a alta do ex-presidente.

 

 

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