Ato pró-Bolsonaro

Tarcísio e Nunes dentro, filhos fora: veja quem foi e quem não foi ao ato bolsonarista na Paulista

Governadores, senadores e deputados federais aliados estiveram em trio do ex-presidente durante ato deste domingo (25)

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro participam de um ato em São PauloApoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro participam de um ato em São Paulo - Foto: NELSON ALMEIDA/AFP

Bolsonaristas ocuparam trechos da Avenida Paulista neste domingo em ato com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao seu lado no trio elétrico, estiveram ex-ministros e aliados, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), que conta com o apoio do PL para a reeleição neste ano. Já filhos de Bolsonaro e correligionários do Rio de Janeiro não participaram do evento.

O ato ocorreu na tarde deste domingo, convocado por Bolsonaro para demonstrar apoio em meio às investigações da Polícia Federal (PF) sobre suposta participação em tentativa de golpe de Estado. O ato foi organizado pelo pastor Silas Malafaia, que também discursou no carro de som. Para o evento, foram contratados dois trios elétricos, Demolidor, de onde falaram as autoridades, e Gladiador.

Parlamentares que participaram da organização estimam a presença de 117 deputados federais e 20 senadores, entre eles, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o filho "zero um" do ex-presidente. Ainda acompanharam o ato dos trios quatro governadores — Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG), Ronaldo Caiado (GO) e Jorginho Mello (SC) — e a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP). Tarcísio chegou junto com o ex-mandatário para o ato — para comparecer à manifestação, Bolsonaro está hospedado no Palácio Bandeirante, residência oficial do governador paulista.

Entre os parlamentares que estiveram no ato, a maioria são correligionários do ex-presidente. Durante o ato, participaram Nikolas Ferreira (MG) e Gustavo Gayer (GO), que discursaram no ato. O ex-coordenador da força-tarefa da Lava-Jato e ex-deputado federal Deltan Dallagnol também compareceu ao ato no trio, ao lado do deputado federal Marcel van Hatten (Novo-SP). Também participaram os senadores Carlos Portinho (RJ), Marcos Rogério (GO), Marcos Pontes (SP), Marcos do Val (ES) e Magno Malta (ES). Pré-candidato à prefeitura de São Paulo, o ex-presidenciável Padre Kelmon (PRD) também participou e registrou o evento nas redes sociais.

Por outro lado, a ausência de filhos do ex-presidente e figuras importantes da política fluminense chamou a atenção durante o evento. Fora do país para participar de congresso de extrema direita, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou nas redes sociais neste sábado que, devido a um atraso em seu voo de volta ao Brasil, e afirmou que não conseguiria chegar a tempo para participar do ato. A ausência de Carlos Bolsonaro, para aliados, seria por "prudência por questões judiciais". O vereador do Rio foi alvo de operação da PF por participação em esquema de monitoramento ilegal de informações pela Agência Brasileira de Informação (Abin).

Outra ausência sentida foi a do governador do Rio, Cláudio Castro, correligionário de Bolsonaro que vem evitando participar de eventos organizados por bolsonaristas. O chefe do Executivo fluminense embarcou para Portugal na última sexta-feira, e deve retornar no final desta semana. O senador Romário (RJ), outro correligionário de Bolsonaro, também não compareceu ao evento. Neste domingo, ele acompanhou a final de Beach Soccer, em Dubai, nos Emirados Árabes, em que o Brasil saiu campeão mundial.

Valdemar e Braga Netto fora
Proibidos de entrar em contato por medidas judiciais, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e o candidato a vice na chapa de Bolsonaro em 2022, Walter Braga Netto, não estiveram no trio no momento do ato. Os três estão proibidos de se comunicar desde operação da PF às vésperas do carnaval que miraram o ex-presidente e seu entorno.

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O mandachuva do PL, no entanto, subiu no trio duas horas antes de começar o evento, próximo a 13h, para agradecer à população por transformar a sigla no "maior partido país":

— Vim aqui só para falar para vocês que vocês transformaram o PL no maior partido do país. Pátria, saúde e liberdade com a família.

Ex-ministro de Bolsonaro e postulante a vice em 2022, Braga Netto não compareceu.

Prefeito e investigados no trio
Fora dos holofotes, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), acompanhou o ato do trio de Bolsonaro, em quem colou sua imagem para tentar a reeleição neste ano. No começo do mês, o ex-mandatário indicou o coronel da PM Ricardo de Mello Araújo, ex-integrante do grupo de elite da Polícia Militar, para compor chapa com o atual prefeito. Em entrevista à revista Veja no trio, Nunes prestou solidariedade a Bolsonaro e fala em "ato da democracia":

— O presidente Jair Bolsonaro convoca o povo para fazer a sua defesa é um ato da democracia. Precisamos amadurecer a nossa democracia. Quando a gente vê isso, é a solidificação do Estado Democrático de Direito.

Dois pré-candidatos no Rio de Janeiro investigados pela Polícia Federal também acompanharam o ato do trio do ex-presidente. Tido como o nome do PL na capital fluminense, o ex-diretor-geral da Abin e deputado federal Alexandre Ramagem (RJ) é alvo de investigadores sobre suposta atuação em monitoramento ilegal de brasileiros por serviço adquirido pela Abin. Já o deputado federal Carlos Jordy é apontado como um dos financiadores dos atos golpistas de 8 de janeiro.

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