Teich já tem videoconferência , na segunda, com governadores do NE

Reunião foi marcada para as 16h

Ministro da Saúde, Nelson TeichMinistro da Saúde, Nelson Teich - Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Três tópicos principais foram à mesa na videoconferência que governadores do Nordeste realizaram na tarde de ontem, às 15h. O primeiro deles foi uma solicitação de reunião com o novo ministro da Saúde, Nelson Teich. Pretendem expor as situação da Covid-19 na região. O projeto de socorro aos estados e municípios, o PL 149/2019, alvo de resistências no Senado, naturalmente, foi outro ponto abordado. Na última quarta-feira, 25 governadores assinaram carta, dirigida a senadores, defendendo imediata aprovação.

Na quinta, em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, o líder do governo, senador Fernando Bezerra Coelho, realçou "severas críticas" do Senado ao projeto e cravou que o destino dele, no formato da Câmara, seria o "arquivo". Sobre eventual peso da carta dos gestores, Fernando disse não crer que haja. O último tópico da reunião foi uma manifestação de solidariedade aos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, David Alcolumbre, diante das falas do presidente Jair Bolsonaro. Dos temas que exigem resposta, a mais rápida veio de Teich. Ele marcou videoconferência na segunda, às 16h. O compromisso com os governadores do Nordeste, alvos constantes de críticas de Bolsonaro , deve estar, assim, entre os primeiros do novo titular da Saúde, em sinal de que ele está disposto a ouvir.


Jarbas, Paulo e Anastasia 
Presidente do Senado, Davi Alcolumbre determinou o apensamento do PL 149/2019 a um projeto de autoria de Antônio Anastasia. Um relator, a ser designado, deve apresentar substitutivo. Em função disso, o senador Jarbas Vasconcelos anda mantendo contatos com o governador Paulo Câmara e com Anastasia em busca de um equilíbrio entre os interesses dos estados. Jarbas tem trânsito com o mineiro.
Portador > “O que mais buscamos nessa hora, de tanta dificuldade, são consensos. Paulo Câmara está sendo ouvido e oferecendo sugestões. Tenho sido portador de algumas delas. O tensionamento não ajuda e o espírito colegiado precisa mais do que nunca ser exercido", afirma Jarbas Vasconcelos.
Pires na mão > Tadeu Alencar considerou "indelicado com a Câmara dos Deputados" o argumento de Fernando Bezerra Coelho sobre o PL 149/2019. O emedebista afirmou que o destino dele seria "o arquivo". À coluna, o socialista argumenta que "diante desse federalismo de pires na mão, o incômodo do governo Bolsonaro é mesmo com os valores a serem potencialmente despendidos".
Se lixando > Para Tadeu, a despeito da preocupação com a injustiça federativa externada por FBC, "quando o ninistro Paulo Guedes defendeu o veto ao projeto, se aprovado fosse, ele tinha em mente apenas os números, se lixando para os aspectos que poderiam estar favorecendo os Estados mais ricos do País".
Embalagem > Ainda segundo Tadeu, "o que se procura é uma embalagem de luxo para o embaraço que o Governo que ele (FBC) representa quer fazer, a esse inestimável auxílio”. O Senado, diz ele, pode corrigir injustiças, "mas não travar o projeto". "Reduzi-lo alegando-se injustiça é multiplicá-la", adverte.
Isolamento > Nas coxias, o texto da bancada de Pernambuco em defesa do PL 149/2019, que rechaça “com indignação posições isoladas e oportunistas”, é apontado como uma resposta a Daniel Coelho, que votou contra e declarou que a proposta "só deixou migalhas para o Nordeste". Só cinco não assinaram, porque não foram localizados por Augusto Coutinho. São eles: Luciano Bivar, Pastor Eurico, Fernando Bezerra Filho e André Ferreira. 

 

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