Temer chama negociações entre as Coreias de 'histórico'
O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, e o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, anunciaram nesta sexta que concordaram em retirar todas as armas nucleares da península coreana. Eles também pretendem assinar um acordo de paz até o fim deste ano
O presidente Michel Temer comemorou nesta sexta-feira (27) o anúncio de um possível acordo de paz entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte. Temer definiu o ato como "histórico". "Nós esperamos estar assistindo ao início de uma uma etapa que levará ao estabelecimento definitivo da paz na península coreana."
Ele disse ainda que o caso deve ter repercussões em outros conflitos regionais no sentido de levar a negociações de paz.
O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, e o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, anunciaram nesta sexta que concordaram em retirar todas as armas nucleares da península coreana. Eles também pretendem assinar um acordo de paz até o fim deste ano.
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Encontro com o presidente do Chile
A declaração de Temer foi feita durante evento no Palácio do Planalto para recepcionar o presidente do Chile, Sebastián Piñera. Durante o encontro dos dois presidentes foram assinados acordos do Brasil com o Chile que visam incentivar compras governamentais entre os dois países, além de um protocolo de investimentos em instituições financeiras.
O Brasil é o principal destino de investimentos dos chilenos, na ordem de US$ 32 bilhões. Por sua vez, tem um montante de US$ 4 bilhões aplicados no Chile. Após um breve encontro com Piñera, Temer fez um discurso elogiando a cooperação com o país sul-americano.
Entre os pontos destacados, citou a situação da Venezuela, país vizinho cuja realidade política e econômica tem se agravado e levado a muitos de seus cidadãos a buscarem refúgio em locais como Chile e Brasil.
"Nós manifestamos nossa preocupação com os destinos políticos daquele país. Nossa preocupação é com o povo venezuelano. Nós concordamos que não há alternativa para nossa região que não seja pelo regime declaradamente democrático."
Piñera começou sua fala também em tom elogioso, mas disse que a boa relação com o Brasil não se demonstra apenas em números. "É é uma amizade espontânea, natural", disse. O chileno destacou a aproximação dos dois países no sentido de integrar o Mercosul com a aliança do Pacífico. "Temos de tomar nos mesmos a liderança dessa convergência entre a Aliança do Pacifico e o Mercosul", disse.

