Temer cobra resultados de ministros em reunião nesta segunda

Presidente faz a segunda reunião ministerial e vai estabelecer prioridades para o próximo ano

Paulo Câmara e Ciro almoçaram juntos no Palácio do Campo das PrincesasPaulo Câmara e Ciro almoçaram juntos no Palácio do Campo das Princesas - Foto: Daniel Leite/Blog da Folha

 

Em busca de uma marca administrativa para seu governo, o presidente da República, Michel Temer (PMDB), vai promover - nesta segunda-feira (7) - a segunda reunião ministerial para cobrar resultados de programas federais e para estabelecer as prioridades para o ano que vem. O encontro será a segunda reunião ministerial desde que o peemedebista assumiu definitivamente o Palácio do Planalto, em agosto, e terá como objetivo afinar o discurso para o que o Governo Federal considera a principal batalha que será enfrentada no ano que vem: a da aprovação da reforma previdenciária, que sofre resistência. O presidente pretende enviar a proposta ainda neste ano, após a eventual aprovação da proposta do teto de gastos públicos no Senado Federal previsto para ocorrer ainda esta semana.

O entorno do peemedebista já reconhece, contudo, que há possibilidade de derrota e que dificilmente o texto será mantido na íntegra pelo Congresso Nacional. A matéria divide opinião e apresenta vários pontos de divergência entre empregadores, trabalhadores e governo. No entanto, um grupo de trabalho fora criado ainda durante a interinidade de Temer para se chegar num consenso baseado no “diálogo”, como costumavam defender.

Nas palavras de um assessor presidencial, o “desgaste será grande”, mas o essencial é aprovar uma reforma previdenciária “que seja possível”. Na reunião ministerial, o peemedebista pedirá aos ministros empenho junto às bancadas federais para a apreciação da reforma previdenciária e ressaltará a necessidade das pastas criarem políticas públicas para geração de emprego.

A intenção do peemedebista é transformar o tema em sua principal marca de governo. Ele, inclusive, adotou slogans sobre o assunto para reforçar a ideia: “O primeiro direito social é o emprego” e “Não fale em crise, trabalhe”. O presidente também pedirá à equipe ministerial que adeque os gastos das pastas ao teto de gastos estabelecido pelo Governo Federal e defenderá novamente um enxugamento da máquina pública.

Com esse objetivo, o peemedebista pretende, inclusive, fazer uma nova reforma ministerial no início do ano que vem, que inclua a redução de pastas. O Palácio do Planalto estuda, entre outras alternativas, fundir Esportes com Turismo e Planejamento com Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

 

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