Temer irrita-se ao ser questionado

A inclusão foi alvo de críticas no Judiciário, no Ministério Público e em parte da sociedade civil.

Confira as principais manchetes de hojeConfira as principais manchetes de hoje - Foto: Divulgação

BRASÍLIA (Folhapress) - O presidente Michel Temer irritou-se ao ser questionado, ontem, sobre sua opinião em relação ao pacote anticorrupção desfigurado pela Câmara nesta semana.
Entre as mudanças feitas pelos deputados, está a possibilidade de juízes e procuradores serem julgados por crime de abuso de autoridade. A inclusão foi alvo de críticas no Judiciário, no Ministério Público e em parte da sociedade civil.
Ao ser indagado pela manhã, após um pronunciamento sobre o Dia Nacional de Combate ao Mosquito, em Brasília, Temer se aborreceu.
"Estou falando de zika, por favor", respondeu o presidente, já se retirando do local preparado para o que deveria ser uma entrevista.
Ele participava de uma videoconferência com autoridades estaduais para discutir ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor dos vírus da dengue, zika e chikungunya.
Crise
O texto aprovado pela Câmara dos Deputados deflagrou uma crise entre os poderes. Michel Temer tem procurado evitar que a polêmica o envolva.
O presidente se opôs publicamente à ideia que foi articulada - e abortada- na Câmara, de anistia para al­vos da Operação Lava Jato. Mas, após a votação pelos deputados, afirmou que esperaria a análise dos senadores para se posicionar sobre vetos e sanções.
Na última quinta-feira, o peemedebista chegou a dizer que se sentiu aliviado pelo Senado não ter aprovado o requerimento de urgência para votar as medidas descaracterizadas pela Câmara.
"Não deixaram cair no meu colo", disse o presidente, segundo relato de auxiliares que estavam presentes em uma reunião entre Temer e senadores.
O governo trabalha para que o pacote não seja apreciado neste ano e seja debatido mais profundamente em comissões do Senado.
Das dez medidas originais do projeto popular assinado por mais de 2 milhões de pessoas, só permaneceram a criminalização do caixa dois e o artigo que exige que os tribunais de Justiça e o MP divulguem mais informações sobre tempo de tramitação de processos.

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