Política

Temer minimiza posição de Bolsonaro e pede mais abertura e integração do Mercosul

Encerrando o mandato, Michel Temer se despediu de presidentes latino-americanos

Presidente eleito, Michel TemerPresidente eleito, Michel Temer - Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O presidente brasileiro, Michel Temer, minimizou as declarações da equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro, com relação a não ter o Mercosul como prioridade. Temer falou a jornalistas após a plenária de presidentes do bloco, em reunião em Montevidéu, nesta terça-feira (18).

"A posição de Bolsonaro é a de fazer a revisão das questões do Mercosul, mas essas revisões são constantes e acho que o presidente eleito promoverá a sua, que não necessariamente significa uma oposição ao Mercosul." Temer acrescentou que, em sua última participação em reuniões do bloco, "houve uma abertura completa do Mercosul, um retorno do Mercosul aos seus padrões originais, que permitiu o avanço de várias negociações."

Reforçou que a "OMC [Organização Mundial do Comércio] declarou que o Brasil, no ano de 2018 foi o país que mais abriu para a facilitação de comércio em todo o mundo. Isso foi importante para o nosso país e para o Mercosul". Temer ainda realizaria uma reunião bilateral com o seu par paraguaio, Mario Abdo, antes de retornar a Brasília, na tarde desta terça-feira.

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Em sua intervenção, na parte da manhã, Temer se despediu dos presidentes da Argentina, Mauricio Macri; do Uruguai, Tabaré Vázquez; do Paraguai, Mario Abdo, e da Bolívia, Evo Morales, dizendo que espera que o bloco siga no caminho de realizar "mais comércio, mais investimentos, mais integração e a reunificação dos países latino-americanos" com foco na Aliança do Pacífico e o aumento dos tratados de livre-comércio sem ferir as leis do bloco. "Abrir o Mercosul tem de continuar sendo a tônica do grupo", afirmou.

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