Temer participa em Montevidéu da Cúpula do Mercosul

Após o encontro, Temer vai ao almoço oferecido pelo presidente uruguaio, Tabaré Vásquez, aos presidentes e chanceleres

MercosulMercosul - Foto: Secretaria do Mercosul

O presidente Michel Temer participa nesta terça-feira (18) em Montevidéu, no Uruguai, da 53ª edição da Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados. Após o encontro, vai ao almoço oferecido pelo presidente uruguaio, Tabaré Vásquez, aos presidentes e chanceleres. Ele retorna à noite para Brasília.

Na sua conta do Twitter, Temer destacou a importância da reunião. “Participo hoje, em Montevidéu, da Cúpula do @Mercosul. Nos últimos dois anos, avançamos muito: retomamos a vocação original do #Mercosul para o livre mercado e para a democracia.”

Nessa segunda-feira (17), durante cerimônia no Palácio do Planalto, Temer disse ser impossível aplicar qualquer isolacionismo político ou econômico nos dias de hoje. Em discurso durante assinatura de autorização de novos leilões para exploração de petróleo, ele afirmou que “colocou o Brasil no século 21” ao abrir o país para a iniciativa privada nacional e estrangeira.

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“Quando digo que colocamos o Brasil no século 21 é porque abrimos o país para a iniciativa privada, não só nacional, mas também internacional. No fenômeno da globalização, seria impossível qualquer isolacionismo de natureza política, econômica. E é por isso que nós temos falado ao longo do tempo do multilateralismo, a ideia da universalização das nossas relações em todos os campos. E isso tem dado resultado”, disse Temer no discurso.

Mercosul

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, receberá do governo uruguaio, durante o encontro, a presidência pro tempore do Mercosul (que reúne Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela, suspensa tempoariamente). A Cúpula do Mercosul vai até amanhã (19), ao meio-dia.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes Ferreira, disse ontem (17), em entrevista em Montevidéu, que há disposição do atual e do futuro governo para apoiar o Mercosul nas negociações em curso.

“O Mercosul não é uma obra pronta e acabada, precisa passar por aperfeiçoamentos no seu modo de funcionamento, na sua forma de se relacionar com outras economias. [O Mercosul] está sempre em mudança e melhorando. Se vocês pegarem o que era o Mercosul há dois anos, vocês verão o quanto avançamos”, ressaltou.

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