Temer vai pedir o apoio do Conselhão

Entidades que fazem oposição à gestão federal, como CUT, MST e UNE, estão fora do Conselho

O presidente sabe que enfrentará dificuldades no Congresso para aprovar a reforma da Previdência SocialO presidente sabe que enfrentará dificuldades no Congresso para aprovar a reforma da Previdência Social - Foto: Beto barata/pr

Com a certeza de que enfrentará dificuldades no Congresso Nacional com o envio da reforma da Previdência Social, o presidente Michel Temer aproveitará reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, nesta segunda, para fazer um apelo em prol de medidas impopulares para superar a crise econômica.

No primeiro encontro do chamado “conselhão” des­de que assumiu o Palácio do Planalto, em maio, o peemedebista deve pedir o apoio dos integrantes da sociedade civil tanto ao endurecimento das regras para aposentadoria como para a flexibilização da legislação trabalhista.

Ele pretende elencar dados sobre a perspectiva de melhora da atividade econômica e defenderá uma maior participação da iniciativa privada em decisões governamentais.

Na última semana, o presidente reconheceu que não será fácil a aprovação de uma reforma previdenciária. O receio do Palácio do Planalto é que a base aliada vote contra a proposta diante da pressão de centrais sindicais e movimentos sociais.

Como boa parte do fórum de discussões é formado por integrantes do setor empresarial e por entidades alinhadas à gestão federal, a expectativa de assessores e auxiliares presidenciais é que o primeiro encontro passe uma imagem pública de apoio da sociedade civil às mudanças governamentais.

Mudanças
Na nova configuração do órgão consultivo, criado em 2003 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o peemedebista retirou representantes de entidades que fazem oposição à gestão federal, como Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST)) e União Nacional dos Estudantes (UNE).

Ele elevou de 92 para 96 o total de integrantes e convidou, por exemplo, o presidente da Federação das Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, e o ex-governador do Rio Grande do Sul Germano Rigotto, ambos filiados ao PMDB.

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