Ter, 10 de Março

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JUSTIÇA

TH Jóias confirmou para traficante que deputado o alertou sobre operação para prendê-lo

Informação consta de relatório que levou ao indiciamento de cinco pessoas acusadas de envolvimento com o tráfico de drogas

TH Jóias na cadeira da presidência da Alerj, um dos simbolos do poder no Rio TH Jóias na cadeira da presidência da Alerj, um dos simbolos do poder no Rio  - Foto: Alex Ramos / Divulgação Alerj

O ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Jóias, teria confirmado para Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão, acusado pela polícia ser um dos chefes do Comando Vermelho, que foi alertado na véspera pelo presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) , Rodrigo Bacellar (União Brasil).

A informação consta do relatório da Polícia Federal que fundamentou o indiciamento nesta sexta-feira de TH Jóias e mais três pessoas no inquérito que apura o caso.

— A gente no TRF (na audiência de custódia) ele comentou comigo. Falei, pô mano, você já sabia da operação? Ele, pô, já sabia, pô. O Bacellar me avisou. O Bacellar me avisou e tal.— disse Gabriel.

Thiego foi preso em setembro do ano passado, durante a Operação Zargun, com Índio do Lixão e mais 13 pessoas na Operação Zargun, deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Rio (MPRJ) e a Polícia Civil, por meio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco-RJ).

Entenda o caso
Segundo a investigação, TH Jóias utilizava o mandato na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) para favorecer o crime organizado. Ele foi acusado de intermediar a compra e a venda de drogas, fuzis e equipamentos antidrones destinados ao Complexo do Alemão, além de indicar a esposa de Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão — apontado como traficante e também preso —, para um cargo parlamentar.

Três meses depois, no início de dezembro, Bacellar foi preso e afastado da presidência da Alerj, por ordem do Ministro Alexandre de Moraes, por suspeita de vazar informações sigilosas da investigação e obstruir as investigações. Dias depois, a Alerj votou pelo relaxamento da prisão de Bacellar.

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