Trabalhadores do Iphan defendem Marcelo Calero

Calero afirmou à Folha de S.Paulo que a saída do governo ocorreu após pressão de Geddel Vieira Lima para que liberasse a construção do projeto imobiliário nos arredores de uma área tombada em Salvador.

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da SilvaEx-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: Miguel Schincariol / AFP

A associação dos trabalhadores do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) saiu em defesa do ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, que deixou o cargo nesta sexta-feira (18). O instituto é subordinado ao ministério da Cultura.

Calero afirmou à Folha de S.Paulo que a saída do governo ocorreu após pressão do ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) para que liberasse a construção do projeto imobiliário La Vue Ladeira da Barra, nos arredores de uma área tombada em Salvador.

"Cumpre à ASPHAN lamentar a saída do Ministro Marcelo Calero, que pediu exoneração alegando pressões políticas, pois se negou a interferir em decisão técnica do Iphan para atender interesses pessoais do também ministro Geddel Vieira Lima,
proprietário de apartamento em edificação embargada pela autarquia. Demonstrou, com seu ato, ser homem digno e probo", disse a associação em nota.

Geddel confirmou à Folha de S.Paulo ter fechado um contrato de compra e venda do imóvel em 2015, mas nega ter pressionado Calero a alterar a decisão de Iphan.

Os trabalhadores do Iphan também elogiaram a conduta da presidente do órgão, Kátia Bogea, por ter zelado "pela prevalência de critérios impessoais nas decisões públicas" e disseram esperar que o Ministério Público apure os fatos.

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