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TRF-4 manda bloquear R$ 3,5 bilhões de partidos, empresas e políticos

Decisão foi tomada em ação de improbidade administrativa contra suspeitos de envolvimento em desvios de recursos da Petrobras

TRF-4, em Porto AlegreTRF-4, em Porto Alegre - Foto: Agência Freelancer/Folhapress

O TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 3,5 bilhões em bens e valores do MDB, do PSB, políticos, empresas e até de herdeiros de políticos. Entre os alvos estão o líder do governo no Senado Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE) e o ex-senador Valdir Raupp (MDB-RO).

A decisão também atinge os herdeiros do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, do ex-deputado Sérgio Guerra e do ex-presidente da Queiroz Galvão Ildefonso Colares Filho, falecido no ano passado. As empresas Vital Engenharia Ambiental e Queiroz Galvão também terão recursos bloqueados. Os bloqueios fazem parte de uma ação civil de improbidade administrativa movida pela força-tarefa da Lava Jato no Paraná.

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"Na ação que tramita na Justiça Federal foram descritos dois esquemas que desviaram verbas da Petrobras, um envolvendo contratos vinculados à diretoria de Abastecimento, especialmente contratos firmados com a construtora Queiroz Galvão, individualmente ou por intermédio de consórcios, e outro referente ao pagamento de propina no âmbito da CPI da Petrobras em 2009", diz o MPF em nota.

Veja a lista com os valores bloqueados:
- R$ 1.894.115.049,55 do MDB, de Valdir Raupp, da Vital Engenharia Ambiental, de André Gustavo de Farias Ferreira, de Augusto Amorim Costa, de Othon Zanoide de Moraes Filho, Petrônio Braz Junior e espólio de Ildefonso Colares Filho;
- R$ 816.846.210,75 do PSB;
- R$ 258.707.112,76 de Fernando Bezerra Coelho e espólio de Eduardo Campos;
- R$ 107.781.450,00 do espólio de Sérgio Guerra;
- R$ 333.344.350,00 de Eduardo da Fonte;
- R$ 200.000,00 de Maria Cleia Santos de Oliveira e Pedro Roberto Rocha;
- R$ 162.899.489,88 de Aldo Guedes Álvaro e
- 3% do faturamento da construtora Queiroz Galvão.

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