Unidade no Congresso. Corrida presidencial são outros 500

Jantar reuniu Paulo Câmara, Renata Campos, Carlos Siqueira e Márcio França em Brasília

Congresso-nacional do PSBCongresso-nacional do PSB - Foto: Rodolfo Loepert

Após abertura do Congresso Nacional do PSB, a cúpula do partido foi à mesa, em Brasília, em jantar reservado. De Pernambuco, estavam o governador Paulo Câmara e a ex-primeira-dama Renata Campos, além do presidente nacional da sigla, Carlos Siqueira. Compartilharam o menu ainda o vice-governador de São Paulo, Márcio França, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, Beto Albuquerque e Renato Casagrande. Às vésperas do Congresso, ganharam eco rumores de que as alas do PSB de Pernambuco e de São Paulo poderiam medir forças, mas o partido acabou chegando unificado ao momento que deve marcar a recondução de Siqueira, o que se deu, como a coluna antecipou, depois que Márcio França declarou apoio, de antemão, na semana passada, à reeleição do atual presidente. Não só São Paulo e Pernambuco têm posições divergentes em relação a alianças. Se a ala paulista trabalha por um apoio a Geraldo Alckmin e a pernambucana se aproxima do PT, no Rio Grande do Sul, Beto Albuquerque trabalha por candidatura própria, já lançou seu nome no páreo e rechaça aliança com o PT. No seu estado, ele apoia o PMDB. Rollemberg terá o PSDB, que já compõe sua gestão, em seu palanque. Na Paraíba, a posição de Ricardo Coutinho já era pró-PT. Essas diferenças regionais já levaram Márcio a defender, nas reuniões da semana passada, que a sigla fique neutra na corrida pelo Planalto. Até o momento, os debates sobre a eleição interna e sobre a corrida presidencial vinham se confundindo e se entrelaçando. Hoje, o PSB unido elege, às 9h, os novos representantes do Diretório e da Executiva Nacional para o próximo triênio. No entanto, a definição sobre como se posicionará na corrida presidencial será um outro debate. São coisas separadas e exigirá nova rodada de entendimento. Até o momento, não há consenso.

Flertes na centro-esquerda
Embora não tenham tratado de como se posicionarão na corrida presidencial, a ala pernambucana do PSB já cravou que o partido defenderá o campo de centro-esquerda. Ainda que Márcio França vá apoiar Geraldo Alckmin, em São Paulo, ele também tem tido conversas com Orlando Silva para ter o PCdoB em seu palanque, assim como trabalha para ter do PDT.

Por conta e risco > Em parte do seu discurso, Carlos Siqueira alfinetou: “Alguns resolveram flertar, mesmo o partido dizendo que não indica. Dissemos que não indicamos nem chancelamos nomes. Não precisamos de cargos. Dissemos: 'A sua escolha é pessoal'”. O dirigente fez referência ao fato de Fernando Filho, que deixou as hostes socialistas, ter optado por ocupar espaço no governo Temer.

Resistência >
No dia da abertura do Congresso do PSB, a presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos, estava em São Paulo com Lula, na sede do PT. Trocaram ideias sobre cenários da corrida eleitoral na presença também de Orlando Silva.

Campo > No PT, há quem considere que Luciana pode mesmo vir a ser a candidata ao Senado em entendimento com petistas, porque, segundo uma fonte da sigla observa nas coxias, Lula teria defendido que João Paulo concorra à Câmara Federal.

Prazo > O empresário Jorge Petribu diz que tem até o dia 20 para estudar sua possível filiação ao Partido Novo. Nessa data, o presidenciável da sigla, João Dionísio Amoêdo, estará presente em evento no MV Empresarial. Petribu diz estar disposto a mobilizar filiações, mas não adianta intenção de concorrer.

Veja também

Proibição de disparos em massa e punição a plataformas: os principais pontos da PL das fake newsProjeto de lei

Proibição de disparos em massa e punição a plataformas: os principais pontos da PL das fake news

Lula segue na liderança, seguido por Bolsonaro e Moro, segundo pesquisa Quaest; veja os númerosEleições 2022

Lula segue na liderança, seguido por Bolsonaro e Moro, segundo pesquisa Quaest