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TARCISIO

Valdemar minimiza críticas a Tarcísio por cancelar visita a Bolsonaro: "Estamos juntos"

Tarcísio estaria desgastado com ataques recorrentes dos filhos do ex-presidente e, por cautela, optou por aguardar um momento mais favorável para a visita

Tarcísio de Freitas, governador de São PauloTarcísio de Freitas, governador de São Paulo - Foto: Paulo Guereta/Governo do Estado de SP

O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, minimizou as críticas dirigidas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pelo cancelamento da visita que faria nesta quinta-feira (22) ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha, em Brasília.

"Tarcísio é homem correto, jamais faria isso com o Bolsonaro. Ainda mais no triste momento que ele está passando", afirmou Valdemar à CNN Brasil. "Ele (Tarcísio) já disse que estamos juntos", concluiu Valdemar.

Nos bastidores, porém, a leitura é outra. Segundo a colunista Roseann Kennedy, no Estadão Analisa, o governador decidiu evitar o encontro porque poderia ser "enquadrado" por Bolsonaro para ajudar na campanha presidencial do filho.

De acordo com a apuração, Tarcísio estaria desgastado com ataques recorrentes dos filhos do ex-presidente e, por cautela, optou por aguardar um momento mais favorável para a visita.

Ao jornal O Globo, na terça-feira, 20, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que Tarcísio iria "ouvir da boca de Bolsonaro que está fazendo um grande trabalho como governador de São Paulo e que sua reeleição é fundamental para a estratégia nacional de derrotar o PT. Eleições presidenciais estão descartadas para ele".

A visita havia sido solicitada pela defesa de Bolsonaro e autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Horas depois, contudo, Tarcísio - que já havia confirmado a ida em gesto de solidariedade - cancelou o encontro, alegando conflito de agenda Uma nova data será agendada, afirmou a Secretaria de Comunicação (Secom) do Estado.

O adiamento foi criticado por aliados de Bolsonaro. O vice-prefeito de São Paulo, Coronel Mello Araújo (PL), chamou a decisão de Tarcísio de "equívoco". Entendo que o presidente, nessa situação humanitária que ele está vivendo, passando por todo esse sofrimento… Pelo menos metade da população brasileira gostaria de visitá-lo. Eu seria um deles, um voluntário para ir até lá", afirmou ao Estadão nesta quarta-feira (21).

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