Veja as manifestações de apoio a Lula pelo mundo

Em diversos países, lideranças prestaram solidariedade ao petista, após pedido de prisão decretado pelo juiz Sergio Moro

Na Zâmbia, trabalhadores fizeram um ato pró-LulaNa Zâmbia, trabalhadores fizeram um ato pró-Lula - Foto: facebook

A ordem para prisão do ex-presidente Lula, emitida pelo juiz Sergio Moro, provocou reações pelo mundo. Lideranças políticas, representantes de movimentos sociais e membros de entidades acadêmicas manifestaram repúdio à decisão do magistrado e realizaram atos em defesa do petista.

Na América Latina, diversas personalidades prestaram solidariedade ao ex-presidente, como o ex-presidente de Honduras, Manuel Zelaya R. "Lula é inocente, socialista e líder político na América Latina. Seu pecado foi enfrentar os EUA, abrir as relações SUL SUL e não obedecer os conservadores que governam o Brasil", colocou, nas redes sociais.

Na Venezuela, movimentos populares foram à embaixada do Brasil em Caracas, nesta sexta (06), para realizar um protesto contra o pedido de prisão. No local, manifestantes exibiam uma faixa com os dizeres: “Lula, amigo. Venezuela está contigo”.

Por sua vez, o presidente boliviano Evo Morales disse que "a verdadeira razão da condenação do irmão Lula é impedir que ele volte a ser presidente do Brasil". Segundo ele, "a direita jamais perdoará a ele ter tirado da miséria 30 milhões de pobres" e de estar à frente das pesquisas para as eleições presidenciais de outubro. "Não interessa à oligarquia nem à democracia, nem à justiça", enfatizou Morales.

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O partido espanhol Podemos também lançou uma nota com denúncias contra os “ataques à democracia brasileira”. O texto resgata o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e cita as recentes declarações do general Villas Bôas, que pregou respeito à constituição e disse que estava atento aos acontecimentos, um dia antes do julgamento do habeas corpus do petista no STF.

Em Harvard, nos Estados Unidos, parte dos participantes da Brazil Conference demonstraram repúdio à decisão de Moro. Na Zâmbia, trabalhadores fizeram um ato para expressar preocupação com a instabilidade democrática no Brasil. "Não há justiça, a justiça do Brasil é o mais corrupto e, por isso, todo o sistema é corrupto. O presidente Lula foi e é a esperança de um povo", contribuiu o sociólogo espanhol Manuel Castells, nas redes sociais.

Entenda o caso:
Lula e a ex-primeira-dama Marisa Letícia foram denunciados pelo Ministério Público Federal, por serem supostamente os verdadeiros donos de um triplex no Guarujá. De acordo com a denúncia, as reformas feitas no imóvel pela construtora OAS eram parte de pagamento de propina da empreiteira, que teria sido favorecida em contratos com a Petrobras. O imóvel teria sido reservado para o ex-presidente, mesmo sem ter havido transferência formal, o que configura tentativa de ocultar o patrimônio (ou lavagem de dinheiro). O valor dos recursos citados chegaria a R$ 2,2 milhões.

Em 12 de julho de 2017, o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, condenou Lula a nove anos e seis meses de prisão. Com a condenação, a defesa apelou ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, segunda instância da Justiça, para reverter a decisão de Moro, juiz de primeira instância. A condenação em segunda instância aumentou o período de reclusão para 12 anos e 1 mês, no dia 24 de janeiro de 2018, em uma sessão que durou mais de oito horas.

No dia 4 de abril, com o placar final de 6 a 5, os ministros do Supremo Tribunal federal (STF) negaram o pedido de habeas corpus solicitado pela defesa de Lula na tentava de impedir a execução provisória da pena imposta a partir da confirmação de sua condenação pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Os advogados do ex-presidente sempre negaram as acusações, sustentaram que o julgamento foi “político” e que houve cerceamento da defesa. No dia seguinte (5 de abril), menos de 18 horas depois, o juiz Sérgio Moro recebeu um ofício do Tribunal Regional Federal da 4ª Região informando que já não havia obstáculos legais para o início do cumprimento da pena do petista e emitiu a ordem de prisão em seguida.

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