[Vídeo] Em meio a crise, Temer faz discurso para defender governabilidade

Presidente avaliou que as manifestações favoráveis à sua saída do cargo ocorreram "com exageros".

Michel Temer grava novo vídeo onde defende governabilidadeMichel Temer grava novo vídeo onde defende governabilidade - Foto: Reprodução de vídeo

Em meio a especulações sobre a realização de uma eleição indireta, o presidente Michel Temer gravou pronunciamento nesta quinta-feira (25) para defender que ainda tem condições de governabilidade para continuar à frente do Palácio do Planalto.

No vídeo veiculado nas redes sociais, ele ressaltou que o país não está paralisado e, mesmo diante do cenário atual, foram aprovadas medidas econômicas no Congresso Nacional. "O Brasil não parou e não vai parar. Nós continuamos avançando e votando matérias importantíssimas no Congresso Nacional", disse.

O presidente avaliou que as manifestações favoráveis à sua saída do cargo, na quarta-feira (24), ocorreram "com exageros", mas não impediram a Câmara e o Senado de votarem medidas governamentais. Ele também agradeceu a base aliada pelo apoio neste momento.



"Os deputados e senadores continuaram a trabalhar em favor do Brasil e aprovaram número expressivo de medidas provisórias, sete em uma semana", disse. "O trabalho continua, vai continuar e temos muito a fazer e esse é o único caminho que meu governo pretende seguir: colocar o país nos trilhos", acrescentou.

O objetivo do vídeo foi tentar passar uma mensagem ao mercado financeiro de que o presidente ainda tem condições de aprovar as reformas trabalhista e previdenciária e que não pretende renunciar ao cargo para a escolha de um substituto.

As articulações para a substituição do presidente evoluíram nas três principais forças políticas do país -PSDB, PT, PMDB- e agora envolvem diretamente três ex-presidentes da República: Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e José Sarney.

Desde a última quinta-feira (18), quando foram divulgados os detalhes da delação da JBS que envolvem Temer, eles têm liderado conversas suprapartidárias em busca de um consenso para a formação de um novo governo, caso o peemedebista seja cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Os três caciques, pontos de contato nos diálogos que acontecem reservadamente em Brasília e São Paulo, cuidam para que os debates não ganhem caráter partidário. As conversas estão pulverizadas, uma vez que, por ora, cada sigla traça caminhos diferentes para o desfecho da crise.

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