Sáb, 11 de Julho

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Zema ataca Lula após operação da PF contra Jaques Wagner no caso Master

Corporação aponta que o senador foi o 'beneficiário central' de 'vantagens econômicas' pagas por integrantes do banco

Pré-Candidato a presidência, Romeu ZemaPré-Candidato a presidência, Romeu Zema - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O pré-candidato ao Planalto Romeu Zema (Novo) criticou o senador e líder do governo Lula, Jacques Wagner (PT-BA), que foi alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira. A corporação apontou que o petista foi o "beneficiário central" de "vantagens econômicas" pagas por integrantes do Banco Master.

Zema ironizou Wagner afirmando que "se gritar pega ladrão" — em referência ao clássico de Bezerra da Silva.

— Vamos lembrar o seguinte: o líder do governo é aquele senhor que o próprio Lula escolheu para falar dele no Congresso. É a voz do presidente dentro do Senado. É por essa pessoa que o Lula se sente representado? Um indivíduo que está sendo investigado por corrupção no maior escândalo financeiro da história recente do Brasil? — questionou o mineiro.

O ex-governador de Minas Gerais também escreveu que "sempre disse que na Bahia do PT foi onde tudo começou". Ele ressaltou que "dia após dia a verdade fica ainda mais clara".

Por críticas ao bolsonarismo envolvendo o caso Master, Zema passou a ser pressionado até mesmo dentro partido que integra. O mineiro foi desconvidado de um evento marcado pelo Novo de Santa Catarina para o início de julho.

O posicionamento da sigla ocorreu após o ex-deputado Eduardo Bolsonaro sugerir um rompimento “geral” entre PL e Novo.

Crise com o bolsonarismo
A crise entre Zema e a família Bolsonaro, de quem foi apoiador à frente do governo mineiro, começou após a revelação das conversas entre Flávio e Daniel Vorcaro, dono do Master, classificadas como “inaceitável” por Zema. Desde então, o mineiro vem alternando entre novas críticas ao presidenciável do PL e recuos pontuais. No último fim de semana, em entrevista ao canal Brasil Paralelo, voltou a subir o tom: disse que “quem anda com bandido merece ser visto com cautela”.

No último fim de semana, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro reagiu: “Que postura vagabunda, critica Flavio Bolsonaro apenas porque ele queria estar no lugar do Flávio. Por mim rompia geral com o Novo”, publicou.

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