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A saga de Maria Bonita é tema de peça na Rádio Folha FM

A peça “Maria bonita”, de Albemar Araújo, adaptada para radioteatro, trás a história da maior mulher do cangaço, desde a vida pacata até o desfecho no massacre de Angicos.

Foto: Divulgação

Mais uma produção de peça radiofônica dentro do tema cangaço, dirigida e interpretada por funcionários da Rádio Folha FM-96.7, trata da saga de Maria Bonita, considerada como a primeira mulher a conquistar um espaço no Cangaço, por livre vontade. A peça, de autoria do dramaturgo, ator e diretor teatral Albemar Araújo, adaptado para o rádio, destaca além do casal de cangaceiros mais famosos e temidos, outros 11 personagens. Com a narração de Sila, cangaceira sobrevivente do Massacre de Angico, a história remete à vida pacata de uma família nordestina, que só se preocupava em casar a filha adolescente, que seria mais tarde o grande amor de Virgulino Ferreira, o Lampião, e que abandona o marido, para viver essa paixão e se torna companheira do cangaceiro. 

A peça, que vai ao ar, nessa sexta-feira (31), às 17h, com reprise domingo (02.08), às 11h, é repleta de momentos emocionantes e enriquecida com efeitos de sonoplastia, pretende entreter os ouvintes, por cerca de uma hora, com narrativas dos acontecimentos que envolveram a personagem central, Maria Bonita, até a sua morte, aos 27 anos, em 28 de julho de 1938. Maria foi a única do bando a ser degolada ainda viva. As cabeças de Maria Bonita, Lampião e os demais nove cangaceiros assassinados, foram expostas na porta da prefeitura do município alagoano de Piranhas. Depois percorreram algumas cidades, e ficaram em exposição no Museu Nina Rodrigues, em Salvador. Só no final dos anos 60, familiares dos cangaceiros, entre eles a filha de Lampião e Maria Bonita, Expedita, e o filho de Corisco e Dadá, Sílvio Bulhões, conseguiram autorização para sepultamento dos restos mortais. 

No elenco dessa peça estão: a jornalista Milena Cavalcanti, convidada para o papel de Maria Bonita; o repórter Geraldo Moreira, como Lampião; a apresentadora Patrícia Breda, faz Sila (cangaceira); a gerente Marise Rodrigues, no papel de Déa (Mãe de Maria); o comunicador Jota Ferreira, é Zé de Felipe (Pai de Maria); o jornalista Jorge Neto, faz Zé de Nenem (marido de Maria); a jornalista Jacielma Cristina, no papel de Dôdora (amiga de Maria); o operador Anderson Ricardo, faz Ezequiel (irmão de Lampião); e o apresentador Neneo de Carvalho participa sendo a Voz de Padre Cícero. A sonoplastia e efeitos são do operador de áudio Anderson Ricardo. 

 

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