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Canal Saúde - Parkinson: é necessário quebrar tabus e conhecer a doença

O preconceito precisa começar ser barrado dentro da casa de quem é diagnosticado

O Mal de Parkinson é a segunda mais comum das doenças neurodegenerativasO Mal de Parkinson é a segunda mais comum das doenças neurodegenerativas - Foto: Reprodução/Pixabay

11 de abril é o Dia Mundial de Conscientização da doença de Parkinson, e apesar de ser uma das doenças mais frequentes no mundo, se caracteriza como uma condição crônica e degenerativa que ainda tem causa desconhecida. Na semana marcada para conscientizar sobre o tema e alertar sobre as dificuldades que as pessoas com Parkinson enfrentam, a população desconhece as características da doença, sobretudo os familiares.

Como o adoecimento afeta o sistema nervoso central, consequentemente a mobilidade e a postura das pessoas acometidas são afetadas. Algumas dificuldades se destacam e fazem toda a diferença no cotidiano de quem tem a doença de Parkinson. Por exemplo, atividades rotineiras passam a se tornar muito difíceis como cortar legumes ou se deslocar rapidamente de um cômodo para outro dentro de casa.

Um dos primeiros sinais que podem ser percebidos fisicamente é o tremor em um dos membros, principalmente em uma das mãos. Outro sinal importante é a rigidez corporal que pode ser demonstrada na dificuldade em se levantar de uma cadeira ou sofá. A família e as pessoas próximas são importantes na identificação desses primeiros sinais, pois geralmente são essas pessoas que percebem que algo está diferente no corpo ou na postura da pessoa que pode estar com a suspeita da doença de Parkinson.

Perda progressiva das expressões faciais; alterações na fala e na deglutição; problemas em movimentos finos, como escrita; quadros depressivos e tremores dos membros em repouso, são outros sinais que a doença provoca.

“Percebendo as caraterísticas, é necessário que os familiares compreendam o funcionamento da doença, ao invés de considerar como frescura, preguiça, lentidão acentuada ou uma rigidez repentina”, detalha Jéssica Tenório, psicóloga e coordenadora do grupo de apoio psicológico na ASP-PE.

TRATAMENTO E SERVIÇOS OFERECIDOS:

Na Associação de Parkinson de Pernambuco (ASP-PE), que está localizada no Parque de exposições do Cordeiro, na Av. Caxangá, alguns serviços são oferecidos para que o doente tenha uma melhor qualidade de vida. Após o diagnóstico, um conjunto de tratamento é realizado com medicação contínua, além do apoio de psicólogo, fisioterapeuta, fonoaudiólogo e terapias complementares. Para estimular a mente e corpo, os pacientes participam de oficinas e jogos.

Só uma avaliação clínica neurológica vai mostrar se a pessoa tem Parkinson. De acordo com o histórico dela, pelo menos três sinais serão observados: redução dos movimentos, lentidão, mudança na fala, tremores e problemas de postura.

Para falar sobre o assunto, Jota Batista convers com a Psicanalista e vice-presidente da Associação de Parkinson de Pernambuco, Sirley Almeida.

Você pode ouvir o podcast Canal Saúde no player abaixo.

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