CANAL SAÚDE

Como evitar que um mini-derrame se transforme em um AVC?

Mini-derrames ocorrem quando uma artéria cerebral sofre um pequeno "entupimento" ou "rompimento"

Foto: Freepik

Problemas como hipertensão arterial, colesterol alto, diabetes, obesidade, tabagismo e álcool estão entre os principais fatores de risco do AIT, o Ataque Isquêmico Transitório ou mini-derrame, como também é conhecido. Ele ocorre quando uma artéria cerebral sofre um pequeno “entupimento” ou “rompimento”, causando leves danos neurológicos à pessoa. Para falar sobre o assunto, Jota Batista, âncora da Rádio Folha 96,7 FM, conversou com o neurocirurgião João Gabriel Ribeiro Gomes no Canal Saúde desta segunda-feira (10), onde o médico diferenciou o Acidente Vascular Cerebral (AVC) do AIT.


“O AIT é diferente do AVC porque, nesse caso, os sintomas melhoram. Enquanto no AVC os sintomas podem melhorar com o tempo, no AIT, os sintomas se revertem em algumas horas ou, no máximo, em 24 horas. Isso é uma definição”, afirmou.


Durante a entrevista, o profissional explicou por quê os sintomas são os mesmos em ambos os casos.


“O que acontece é que algum vaso de uma determinada área do cérebro é fechado e o próprio cérebro se encarrega de abrir. Mas se ele fechou, foi por um motivo, então, os sintomas do derrame são os mesmos: uma tontura súbita muito grande, dificuldade na fala, dificuldade de ver e entender, tudo isso podem ser sintomas de um AVC”, relatou o neurocirurgião.

Neurocirurgião João Gabriel Ribeiro Gomes


João Gabriel Ribeiro Gomes, além de dizer o que pode ser feito para evitar a evolução de um AIT para um AVC, explicou o que se faz em casos de mini-derrames.


“O controle da pressão alta, do colesterol, das doenças cardiovasculares; se o paciente tem uma carótida obstruída, se tem diabetes, excesso de peso, se é sedentário, se fuma, se bebe. Tudo isso são coisas que o paciente vai ter que modificar para diminuir o risco de que ele venha a ter um AVC. E quando ele tem um mini-derrame, nós iniciamos uma medicação para evitar, em conjunto com as outras medidas, que o paciente não evolua para um AVC, geralmente é um AAS”, declarou.


Você acessa a entrevista na íntegra através do player abaixo.
 

 

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