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Como o calor intenso pode prejudicar a saúde do coração

Segundo a Organização Mundial da Saúde, estima-se que, entre 2030 e 2050, as mudanças climáticas causem um acréscimo de 250 mil mortes por ano, o que inclui os óbitos relacionados com o stress térmico

Foto: Istock Getty Images

O ser humano já vem enfrentando problemas reais, físicos, por conta do aquecimento global. De Norte a Sul do Brasil.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, estima-se que, entre 2030 e 2050, as mudanças climáticas causem um acréscimo de 250 mil mortes por ano, o que inclui os óbitos relacionados com o estresse térmico. Esse aumento da temperatura destaca-se como um importante fator de risco cardiovascular, com casos de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Quando somos expostos a altas temperaturas, o organismo reage e inicia uma série de adaptações para tentar regular a temperatura interna e resfriar. A primeira delas é eliminar o calor por meio do suor. O problema é que o excesso de suor, quando não acompanhado de ingestão adequada de água, pode levar a quadros de desidratação.

Quando estamos expostos a altas temperaturas, nosso corpo busca se adaptar, como um mecanismo de defesa. A elevação da frequência cardíaca e da pressão arterial são alguns dos exemplos, mas há um limite, ficando o organismo desprotegido. Pessoas com comorbidades, idosos e crianças são os mais vulneráveis ao calor, pois possuem menos mecanismos de compensação. Para abordar o assunto com mais detalhes, Jota Batista, âncora da Rádio Folha 96,7, FM, conversou no Canal Saúde com o cardiologista e professor Domingos Melo que falou alguns detalhes sobre a ligação entre o calor extremo e os problemas cardíacos
 

Médico cardiologista e professor Domingos Melo. Foto: Divulgação

 

 

“O calor, para o coração, é uma bomba relógio. Estamos muito preocupados com o que tá acontecendo no mundo, esse aquecimento global, esse fenômeno de clima extremo, essa onda de calor. Realmente, é muito importante a gente ressaltar o impacto que pode causar na saúde do coração. A temperatura corporal vai variar entre 36 e 37.2. Isso é uma média normal de variação. O ambiente extremo fica acima dessa média, então nosso corpo tem que se acomodar, e ele usa alguns fatores. Um deles é a respiração e o outro é a transpiração. Ou seja, a gente começa a respirar mais rápido e começa a suar mais ofegante. Isso é feito justamente para que a gente se acomode a essa mudança da temperatura, então o resultado disso é que o coração vai passar a bater mais rápido e mais forte, porque ele vai precisar aumentar a circulação do sangue para produzir dilatação dos vasos e permitir a passagem e a ativação das glândulas chamadas sudoríparas. Então começamos a desidratar no momento que a temperatura aumenta externamente, e quanto mais calor, mais desidratação e mais nosso coração precisa trabalhar.”
 


O especialista alertou sobre as altas temperaturas que estamos vivendo e como isso pode prejudicar nossa saúde

 

“É incômodo pro corpo quando ele entra numa temperatura maior do que a normal, porque imediatamente ele vai ter que se adaptar. O nosso corpo tem dificuldade grande de se adaptar a um calor externo mas, a  quedas leves de temperatura o corpo gosta. Ele se acomoda porque você fica relaxado, consegue dormir bem. Se você estiver num frio extremo  também pode morrer do coração, porque esfriou muito e isso vai congelar o sistema circulatório, então, no final, a ideia é: nem tanto, nem tão pouco. O que está acontecendo no nosso meio agora, são as ondas de calor que estão trazendo aumento da frequência e das visitas nas urgências e o atendimento lotou bastante nos últimos meses no país.”
 


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