Dia Internacional do Idoso reforça importância de envelhecer com saúde e autonomia
Geriatra destaca a importância da prevenção, do acompanhamento médico e de uma mudança na forma de enxergar o envelhecimento
Nesta quinta-feira (1º), é o Dia Internacional do Idoso, uma data que chama a atenção para os direitos, a participação social e a qualidade de vida das pessoas idosas. A iniciativa foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1990, com o objetivo de promover a conscientização sobre os desafios e as oportunidades relacionados ao envelhecimento.
Os cuidados com a saúde ao longo da vida podem contribuir para um envelhecimento mais saudável. Consultas médicas, acompanhamento individualizado, alimentação equilibrada, atividade física e prevenção de doenças estão entre as medidas que podem ajudar a preservar a autonomia e a independência.
No Dia Internacional do Idoso, nesta quinta-feira (1º), o âncora da Rádio Folha 96,7 FM, Jota Batista, conversou, no Canal Saúde, com o geriatra Alexandre Mattos, que falou sobre a importância de envelhecer com saúde e autonomia.
Acompanhe a entrevista através dos players abaixo:
Alexandre Mattos iniciou a entrevista destacando que o Brasil envelhece em um ritmo muito mais rápido do que o vivenciado historicamente pelos países europeus.
“O Brasil está envelhecendo de forma muito acelerada. Em apenas duas décadas, passamos por um processo que outros países levaram um século para vivenciar. A longevidade é uma conquista, mas precisa vir acompanhada de condições para que as pessoas possam viver bem, com acesso à saúde e qualidade de vida.”
Alexandre Mattos, geriatra
Ao explicar por que as mulheres atingem idades mais avançadas do que os homens, o especialista citou a cultura do autocuidado e fatores biológicos.
“Há um processo de feminização do envelhecimento: mais mulheres chegam às idades mais avançadas do que os homens. Apesar de viverem mais, as mulheres apresentam maior incidência de incapacidade funcional e dependência física, especialmente a partir dos 80 anos.”
O geriatra alertou sobre promessas comerciais de produtos “anti-aging”, como soros vitamínicos e terapias hormonais sem indicação, esclarecendo que não existe um elixir da juventude.
“Não existe um elixir da juventude. Esse é um sonho antigo da humanidade, mas a ciência ainda não encontrou uma fórmula capaz de impedir o envelhecimento. Por outro lado, um estilo de vida saudável contribui para uma vida mais longa e com mais qualidade.”
Por fim, Alexandre Mattos desmistificou a ideia de que envelhecer com saúde exige a ausência total de enfermidades.
“O envelhecimento saudável não significa necessariamente estar livre de doenças. Está mais relacionado à capacidade funcional e à autonomia. Mesmo com alguma doença, se ela estiver controlada a ponto de não comprometer a independência e a capacidade de fazer escolhas, é possível ter um envelhecimento saudável.”


Alexandre Mattos, geriatra