Folha FM apresenta nova peça de rádio teatro

A vida de Delmiro Gouveia é tema de radio teatro na Folha FM

Preparação das urnas para o segundo turnoPreparação das urnas para o segundo turno - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Depois da veiculação do radio teatro “O Julgamento de Padre Cícero- O Coração do Enigma”, A Rádio Folha FM-96,7 apresenta, nesta sexta-feira, às 17h,dentro do programa Momento Cultural, mais uma peça radiofônica: UM CERTO DELMIRO GOUVEIA. Conta a história de Delmiro Gouveia, assassinado em 1917, considerado o pioneiro da industrialização do Nordeste.

Com esse trabalho, que abre espaço para o teatro de forma mais íntima com o rádio, a Folha FM começa a resgatar um pouco da “era de ouro” do rádio pernambucano, quando eram veiculadas novelas e teatros através de grandes elencos, formados pelos artistas pernambucanos.

Na nova peça radiofônica da Rádio Folha, UM CERTO DELMIRO GOUVEIA, o autor e diretor, Moisés Monteiro de Melo Neto, traça um painel do que teriam sido os últimos dias de Delmiro, um dos maiores empresários do Brasil, na época. Aborda sua fama de mulherengo e trata dos seus problemas com as autoridades; o texto ganhou prêmio de dramaturgia entregue pelo Governo de Pernambuco no final dos anos 80, quando foi escrita.

No elenco estão funcionários e colaboradores da Rádio Folha, a exemplo do comunicador Jota Ferreira, no papel de Delmiro; a apresentadora Patrícia Breda, nos papéis da segunda mulher de Delmiro, Eulina, e de Carmen, uma amante do empresário (Patrícia é atriz com vasta experiência na área das artes cênicas); o produtor Fernando Alvarenga, no papel do norte-americano Mister Moore; a gerente Marise Rodrigues, no papel de Maria Augusta, irmã de Delmiro; o repórter Jorge Neto, dando voz ao prepotente representante inglês da firma Machine Cotton, Jonh, (que comprou e destruiu a fábrica de Delmiro após o seu conveniente assassinato); o também repórter Geraldo Moreira, faz o Governador (um inescrupuloso político nordestino) e o autor da peça, Moisés Neto, nos papéis de Dantas Barreto e do judeu Iona, sócio de Delmiro.

A sonoplastia está a cargo do operador de áudio Anderson Ricardo. A Rádio Folha, que sempre abre espaço para nossos talentos e acredita em nossa cultura, oferece aos ouvintes essa programação especial, dentro do programa Momento Cultural, com Saulo Gomes, e já prepara uma peça que remeterá ao Natal, com tema atual e reflexivo, denominada NATAL DA GENTE. Essa peça, também de autoria de Moisés Monteiro de Melo Neto, deve ser exibida no próximo dia 23 de dezembro, também no Momento Cultural, às 17hs.

HISTÓRICO

O pai de Delmiro Gouveia lutou como voluntário na Guerra do Paraguai e não mais voltou, a mãe dele foi para o Recife e depois da humilhação imposta pela família dele, com quem ela não era oficialmente casada, ela morreu quando ele tinha quinze anos. Delmiro foi condutor e bilheteiro da Maxambomba, o bonde que ia de Apipucos para o Recife. Entrou para o comércio de couro e foi trabalhar para o americano John Sanford, intermediário de um curtume da Filadélfia, que se instalou no Recife.

Aprendeu inglês e se tornou o melhor empregado do curtume, aí assumiu a gerência da filial, mas a empresa terminou fechando. Foi para Filadélfia, comprou as instalações do escritório e em 1895, voltou ao Recife como patrão. E em 1898, instalou o Mercado Modelo no terreno que comprou ao Derby Club(onde hoje é o quartel do Comando da PM). Mandou erguer um palacete perto do mercado e morava nele com a primeira esposa, que o abanou.

Mas o poder político em Pernambuco estava nas mãos de Rosa e Silva, vice-presidente da República e Delmiro, que promoveu reformas urbanas em Recife e se tornou conhecido no Brasil, era visto como ameaça aos grandes interesses da elite local por seu atrevimento. Apreendiam as mercadorias dele e o ameaçavam de morte; então, no dia 2 de janeiro de 1900, seu mercado é incendiado e reduzido a cinzas. Foi preso, por ter agredido o vice-presidente, Rosa e Silva. No dia seguinte um habeas corpus restituiu sua liberdade.Voltou ao comércio de couro e abriu nova firma a Iona & Krause.

Foi 1902, que fugiu com Eulina, Carmélia Eulina do Amaral Gusmão, protegida de um importante político local. Teve três filhos, Noêmia, Noé e Maria. Em 1913, inaugurou a primeira Usina Hidrelétrica do Brasil (Paulo Afonso e uma fábrica de linhas e fios, a Estrela, que desbancou uma multinacional na América Latina,a Linhas Corrente, com uma vila operária invejável e pretendia expandir os negócios. Foi assassinado em outubro de 1917; crime envolvido em muitas intrigas, mistérios e nunca esclarecido.

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