Joaquim Francisco analisa o momento político do Brasil

O ex-governador Joaquim Francisco falou sobre temas que dividem o país

Ex-governador Joaquim FranciscoEx-governador Joaquim Francisco - Foto: Jedson Nobre/Folha de Pernambuco

 

O ex-governador de Pernambuco, Joaquim Francisco, participou do programa folha política desta terça-feira, onde analisou e opinou sobre o cenário político que o Brasil se encontra. Ele falou sobre a provável nomeação de Alexandre de Moraes como novo ministro do Supremo Tribunal Federal, o STF, a polêmica do foro privilegiado e a união da classe política.
A terça-feira começou agitada para o ministro da justiça, Alexandre de Moraes. A Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), sabatina Moraes, antes que ele venha a assumir uma cadeira no STF. A indicação do ex-ministro causou polêmica, desde o anúncio. Para o ex-governador Joaquim Francisco, está se criando uma atmosfera negativa desnecessária. "Não adianta você querer fazer observações em relação a um processo de escolha, que está sendo feito igual aos outros, como se estivesse inventando a roda. Devemos chamar um pouco para o cenário dos outros países. Como é que eles fazem essas coisas lá? Para que a gente não tenha essa sindrome de vira-lata", disse o político. Sobre a intencionalidade de nomear Moraes para que ele fragilize e atrase a operação lava-jato, o ex-governador foi enfático. "Não houve essa mesma colocação em relação a Alexandre de Moraes, com Dias Toffoli, Lewandowski...Então eu acho que isto é uma incitação no sentido de enxergar os defeitos da democracia".
Sobre foro privilegiado, outro tema divergente no país, Joaquim Francisco se mostrou contra, entretanto fez uma ressalva. "Se tivesse no congresso, votaria tranquilamente pelo fim do foro privilegiado. Mas eu diria que o foro privilegiado não é esta irresponsabilidade que muitas vezes se divulga".
O ex-governador também falou sobre a necessidade em unir a política pernambucana, principalmente, no momento em que o estado atravessa. "No momento em que você precisa da união, vou dá um exemplo aqui...Quando eu fui eleito governador, venci a eleição para Jarbas Vasconcelos. Sessenta dias depois da eleição, na fase de transição, nós precisávamos unir Pernambuco, para obter recursos para Suape. Então mandei uma pessoa procurar o Jarbas. É natural ficar aquelas "feridas" do embate...Jarbas Vasconcelos foi pra Brasília comigo. Chegamos lá, fomos atendidos. Sabe por quê? Porque chegou ali Pernambuco. Pernambuco unido", finalizou Joaquim Francisco.

 

Veja também

Mistério no Radioteatro da Folha FM
RADIONOVELA

Mistério no Radioteatro da Folha FM

Moradores de Caetés 3, em Abreu e Lima, reclamam do abandono da UPA no município
Folha na Comunidade

Moradores de Caetés 3 reclamam do abandono da UPA