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Junho Verde: escoliose afeta milhões de brasileiros e diagnóstico precoce faz a diferença

Especialista alerta para os sinais da escoliose e destaca a importância da identificação precoce

O mês de junho marca a campanha Junho Verde, voltada à conscientização sobre a escoliose, condição caracterizada pelo desvio lateral da coluna vertebral que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Embora a escoliose seja mais comum durante a infância e a adolescência, a escoliose também pode surgir ou se agravar na vida adulta, comprometendo a postura, a mobilidade e a qualidade de vida.

Segundo a Sociedade Brasileira de Coluna (SBC), cerca de 6 milhões de brasileiros convivem com algum grau de escoliose. A escoliose atinge entre 2% e 4% da população mundial e costuma ser diagnosticada com maior frequência em meninas durante a fase de crescimento. O desafio é que a escoliose frequentemente evolui de forma silenciosa, fazendo com que muitos casos de escoliose só sejam identificados quando a curvatura já está mais avançada.

Nesta quinta-feira (11), o âncora da Rádio Folha 96,7 FM, Jota Batista, conversou, no Canal Saúde, com o cirurgião de coluna Túlio Rangel, do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Recife (IOT), sobre os principais sinais da escoliose, os tratamentos para escoliose e a importância do diagnóstico precoce da escoliose.

Acompanhe a entrevista através dos players abaixo:

 

 

Dr. Túlio Rangel destacou que a escoliose vai além de uma questão estética e que a escoliose pode trazer consequências importantes para a saúde quando não acompanhada adequadamente.

“A depender do grau da curvatura, a escoliose pode causar dores, limitação funcional e até comprometer a capacidade respiratória. Por isso, o diagnóstico precoce da escoliose faz toda a diferença.”

Túlio Rangel, cirurgião de coluna

 

O especialista explicou que a escoliose costuma evoluir de forma silenciosa, especialmente durante a infância e a adolescência, exigindo atenção aos sinais físicos que podem indicar a presença da escoliose.

“Ombros desalinhados, escápulas em alturas diferentes, assimetria da cintura e inclinação do tronco são alguns dos sinais que podem indicar escoliose e que merecem avaliação médica para confirmar ou descartar a escoliose.”

Segundo ele, a maioria dos casos de escoliose não exige cirurgia. Dependendo do grau da escoliose, o tratamento da escoliose pode incluir acompanhamento periódico, fisioterapia especializada, exercícios de fortalecimento e outras medidas para controlar a evolução da escoliose.

“Quanto mais cedo identificamos a escoliose, maiores são as chances de controlar a evolução da escoliose e preservar a qualidade de vida do paciente.”

Por fim, Dr. Túlio Rangel reforçou que a observação da postura e as avaliações periódicas continuam sendo as principais estratégias para identificar a escoliose precocemente, evitar a progressão da escoliose e reduzir os impactos da escoliose na rotina de crianças, adolescentes e adultos.

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