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Maio é o mês de conscientização do melanoma, tipo mais agressivo de câncer de pele

Especialista reforça a importância da proteção solar diária e do acompanhamento dermatológico.

Foto: Canva

O melanoma é considerado o tipo mais agressivo de câncer de pele e, quando não diagnosticado precocemente, pode provocar complicações graves e até levar à morte. Durante o mês de maio, a campanha de conscientização busca alertar a população sobre os sinais da doença e a importância da prevenção.

A principal forma de identificar o melanoma é observar alterações em pintas e sinais pelo corpo. Mudanças de cor, crescimento rápido, coceira, sangramento, assimetria e bordas irregulares são alguns dos sinais de alerta que devem motivar a procura por um dermatologista. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de tratamento e cura.

A exposição excessiva ao sol sem proteção é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do melanoma. Especialistas reforçam a importância do uso diário de protetor solar, além de evitar exposição solar nos horários de maior intensidade, entre 9h e 15h. O uso de chapéus, bonés, roupas com proteção UV e óculos escuros também ajuda na prevenção.

Nesta segunda-feira (18), o âncora da Rádio Folha FM 96,7, Jota Batista, conversou com a dermatologista Ana Luiza Gadelha, no Canal Saúde, que falou sobre os principais sinais do melanoma e como o câncer é agressivo ao corpo humano.

Acompanhe a entrevista através dos players abaixo:

 

A dermatologista Ana Luísa Gadelha iniciou alertando sobre a gravidade do melanoma em comparação a outros tumores de pele, ressaltando que a descoberta em estágios iniciais é a maior arma para a cura.

"O melanoma é o tumor de pele mais agressivo e letal que existe. 75% dos casos de morte por câncer de pele são devidos ao melanoma. Quanto mais cedo diagnosticado, mais chance de cura e essa é a nossa luta."

Ana Luiza Gadelha, dermatologista

A especialista desmistificou a ideia de que o câncer de pele só atinge pessoas por conta do sol forte do meio-dia, explicando que pacientes com predisposição genética podem desenvolver a doença sob qualquer exposição, inclusive em áreas menos óbvias e em peles mais escuras.

"O melanoma tem essa característica, ele não acontece só pela radiação a partir das 9 da manhã até 3 da tarde, ele aparece com toda e qualquer radiação e com toda e qualquer exposição solar em pessoas que têm uma predisposição genética.”, explica a médica

Trazendo esperança aos pacientes, a médica celebrou a chegada da imunoterapia ao Sistema Único de Saúde (SUS), uma tecnologia que revolucionou as chances de sobrevivência de quem recebe o diagnóstico avançado da doença.

"Hoje a gente tem a imunoterapia, que alavancou muito prognóstico do do melanoma e agora está sendo incorporada ao SUS. A gente aumenta uma chance de sobrevida em relação ao que tínhamos no passado, que era basicamente uma sentença de morte." , comemora a dermatologista

Por fim, a dermatologista fez um alerta gravíssimo contra a remoção de pintas e sinais por profissionais que não são médicos, o que pode ocultar um câncer agressivo e piorar o quadro do paciente.

"Tenham cuidado com aquela esteticista que tira sinalzinho na internet, que queima sinalzinho na internet, todo sinal deve ser biopsiado, a não ser que ele seja visto por um dermatoscópio, por um dermatologista que diga que ele não tem risco nenhum.", alerta Ana Luiza Gadelha.

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