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Oncologista Eduardo Miranda fala da importância da prevenção oncológica

O diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença para um tratamento bem-sucedido do câncer

Oncologista Eduardo MirandaOncologista Eduardo Miranda - Foto:


O câncer é um dos principais problemas de saúde pública no mundo. No Brasil, o INCA - Instituto Nacional de Câncer estima que o triênio 2020-2022 registrará 625 mil novos casos. Como ocorre com outras doenças, o diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença para um tratamento bem-sucedido. Justamente por isso, a prevenção oncológica tem se tornado cada vez mais comum, mesmo entre aquelas pessoas que não registram suspeitas. Um exemplo são exames de rotina que, além das amostras usuais, agregam rastreios oncológicos personalizados, que levam detalhes do paciente como faixa etária, fatores de risco pessoais, queixas durante a consulta e históricos familiares.  Para falar sobre o assunto, Patrícia Breda conversou no Espaço Aberto com o cirurgião oncologista Eduardo Miranda, professor adjunto Doutor de Oncologia, da Faculdade de Ciências Médicas da UPE.


“Durante a pandemia, o mundo inteiro desenvolveu métodos para manter a viabilidade dos tratamentos oncológicos. Quando o pico de casos do coronavírus começou a acalmar um pouco, começou-se a falar mais em prevenção oncológica”, explica o cirurgião oncológico Eduardo Miranda, responsável pela UNIonco, que atua há quase 30 anos no Recife realizando diagnósticos, tratamentos e pesquisas na área. “Nos países em desenvolvimento, essa preocupação conversa com o aumento dos casos associados a incorporação de hábitos associados à urbanização, como sedentarismo, alimentação inadequada, entre outros.


A realização do rastreio oncológico juntamente com os exames gerais tem o objetivo de fazer com que esse fluxo de prevenção entre numa seara mais geral de cuidados gerais da saúde. “De início, existem vários tumores em que há evidências do benefício do rastreio oncológico, a exemplo do câncer de mama ou do câncer de próstata, que possuem campanhas bem sedimentadas na sociedade hoje em dia. Por outro lado, existem câncer com rastreios bem mais complexos, como o câncer de pele”.


Contudo, o médico ressalta que os check-ups com esses rastreios nunca são “receitas do bolo”. É necessário fazer uma identificação geral do paciente. Por exemplo: uma pessoa de 50 anos, do sexo feminino, irá precisar fazer mamografia, exame do colo de útero, colonoscopia, além dos exames gerais. “Se existirem casos de câncer na família, vamos incluir uma avaliação genética especializada, que faz com que o indivíduo reveja toda a sua árvore genealógica para entendermos quais os riscos do paciente. O caso mais famoso nesse sentido é o da mutação dos genes do câncer de mama, identificados em paciente com risco familiar”, diz Paulo Henrique Miranda.


Também é preciso ficar atento a determinados comportamentos e atividades evitáveis. O câncer de colo de útero, por exemplo, é proveniente do HPV - um vírus sexualmente transmissível. “Relações sexuais desprotegidas e múltiplos parceiros são fatores de risco para essas lesões e tumores”, diz o médico. Um outro fator bastante presente na sociedade é o consumo de álcool ou cigarro, que aumentam as chances dos cânceres de cabeça e pescoço (orofaringe, boca, entre outros) e no pulmão. “Todas essas nuances pedem uma individualização. Muitas vezes o paciente chega sem nenhuma queixa e sai com uma gama de exames solicitados”, finaliza o médico. O ideal é que os exames sejam feitos anualmente.

Você pode escutar a entrevista completa do podcast Canal Saúde no player abaixo, no spotify, deezer e soundcloud:

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