Setembro Amarelo

Rádio Folha FM apoia campanha de prevenção ao suicídio no Setembro Amarelo

No Programa Resgatando a Cidadania o tema suicídio foi amplamente discutido com o psicanalista Evandro Abelin

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Um tema que tem feito parte de toda grade de programação da Folha FM-96,7, a campanha do Setembro Amarelo, na prevenção ao suicídio e mutilação, também foi amplamente abordado no Programa Resgatando a Cidadania, apresentado todo sábado, a partir do meio dia, pelo radialista cego Domingos Sávio. O programa recebeu o cego mineiro Evandro Abelin,  psicanalista, fonoaudiólogo, cantor, compositor, tecladista e professor de canto. Durante a entrevista, se abordou como identificar e ajudar as pessoas que estão suscetíveis a essa situação. O comunicador lembrou que muitos que sofrem um trauma e passam a ser pessoa com deficiência entram em depressão e há risco de suicídio, caso não encontrem alternativas para se readaptarem à sua nova situação. 
Para Evandro Abelin as estatística são muito tristes,  “porque a gente observa um crescimento da falta de perspectivas, tudo que é mudança gera desconforto, principalmente no princípio, pelo medo do desconhecido. Ainda mais agora, com o isolamento social. Estou com quatro casos que tentaram suicídio e dois deles com sequelas graves, pra a vida toda.” Ele alertou os familiares para que ajudem essas pessoas, com ajuda de um profissional de psicologia ou psiquiatria, dependendo da necessidade, além de dar condições para que essas pessoas consigam encontrar uma forma de seguir em frente, de se adaptar. “Tudo tem jeito nesta vida, exceto a morte, eu tenho que procurar que minha vida seja melhor. Buscar alternativas para que eu tenha qualidade de vida em todos os setores, seja pessoal, profissional ou acadêmico.” Ressaltou.
Ressignificação
Ao mencionar uma palavra pouco conhecida da população em geral, Evandro Abelin frisou que “na psicanálise existe uma área que é ressignificação, que é quando num dado momento da vida é preciso aprender a lidar diante de uma situação inesperada e irreversível. Luto para a psicanálise não significa necessariamente morte, mas aquilo que se perdeu definitivamente, como a perda da visão. E é preciso aprender a viver sem essa condição.” Ele defende que essa pessoa vai precisar da ajuda da família e de profissionais. “Quando você é habituado a viver numa condição física, vai te causar desconforto, mas o suicídio não é a principal saída. É preciso buscar formas de conviver e seguir em frente, estudar, trabalhar e namorar. A família também vai necessitar de ajuda psicológica para entender como ajudar aquele parente a ampliar seus horizontes e buscar novas possibilidades, mais positivas para a vida dela.” Concluiu.
O apresentador Domingos Sávio, que ficou cego na juventude, lembrou que “o cego,  a todo momento está se refazendo, pois ele encontra os obstáculos na rua e tem que parar e refazer seu caminho.” Ele citou casos de pessoas que se isolam quando sofrem algum tipo de deficiência e, lembrou que essas pessoas  não precisa de choro dos familiares, “mas de encontrar as saídas que existem.”
Acompanhe e compartilhe a entrevista no podcast (link).https://soundcloud.com/folhape/050920-inclusao-e-acessibilidade-prevencao-ao-suicidio-com-o-psicanalista-evandro-abelhin

 

 

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