Um mandato para combater a violência contra a mulher

'Estou preparada para cobrança', diz deputada Gleide Ângelo

Gleide Ângelo (PSB), em entrevista à Rádio Folha.Gleide Ângelo (PSB), em entrevista à Rádio Folha. - Foto: Alfeu Tavares

Eleita pela primeira vez deputada estadual, a delegada Gleide Ângelo (PSB) teve 412.636 votos, nas eleições de 2018. Com isso, ela já estreia na vida política tornando-se a mulher mais votada de toda história de Pernambuco. Em entrevista à Rádio Folha FM, durante o Folha Política desta quarta-feira (16), Gleide disse saber da responsabilidade de representar seus eleitores e prometeu projetos para intensificar o combate a violência contra as mulheres. "Estou preparada para cobrança. Podem esperar uma deputada combativa em constante luta em favor das mulheres. Não se pode admitir que uma mulher morra pela simples condição de ter nascido mulher. De ante mão, já asseguro que vou buscar ser presidente da coissão da mulher na ALEPE", disse Gleide.

Entrada na política

“Nunca na minha vida eu tive essa intensão. Sempre dizia está amarrado em nome de Jesus. Mas, ao mesmo tempo, depois de 15 anos visitando locais de crime como delegada, cansei de apenas reclamar e resolvi fazer a minha parte”, revelou Gleide, dizendo ainda que o convite para sua candidatura partiu do deputado federal eleito João Campos.
 

Porte de arma

Gleide criticou o decreto do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que flexibilizou a posse de armas, garantido a possibilidade de cidadãos com mais de 25 anos possuírem até 4 armas em casa. "O que soluciona o problema de violência é ter uma segurança pública que dê proteção ao cidadão. É estruturar as polícias, com policiais bem capacitados e quantidade grande de policiamento. A gente vê policias mortos reagindo ao assalto com arma na mão. O que me preocupa é o cidadão de bem. Ele está preparado para reagir?", indagou a deputada.
 

Ainda sobre armas

A parlamentar lembrou que existe uma diferença grande entre posse e porte de armas. A posse diz respeito à guarda da arma em residências e estabelecimentos comerciais. E o porte faz referência ao uso das armas nas ruas. Este precisa de aprovação de emenda constitucional no Congresso. Ainda assim, segundo ela, o fato de liberar a posse, ainda que com restrições e regras, como há no decreto, pode fazer as pessoas se sentirem à vontade de sair armadas de casa. "A gente tem que lutar por uma segurança fortalecida para a população. Precisamos ter pessoas capacitadas, com treinamento constante. Se a gente tiver um investimento grande na polícia, o cidadão vai sair ganhando", insistiu a deputada.

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