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Prem Baba nega as acusações e afirmou que irá se ausentar por um tempo das funções
Prem Baba nega as acusações e afirmou que irá se ausentar por um tempo das funçõesFoto: Divulgação

 

O guro brasileiro Sri Prem Baba, querido por celebridades como Reynado Gianecchini, Ana Maria Braga, Marcio Garcia e Bruna Lombardi, além de políticos como Marina Silva e João Doria, é capa da revista Época desta semana, na publicação que recebeu o título de 'Guru de Araque - A ciranda de sexo, dinheiro e mentiras na vida de Prem Baba', uma investigação detalhe três casos de abuso sexual de seguidoras do religioso, uma delas, em 2016.

Carioca, com nome verdadeiro de Janderson de Oliveira, ele ganhou notoriedade após se tornar o primeiro brasileiro a comandar um ashram (espécie de monastério) na Índia. Na reportagem, algumas peculiaridades da vida pessoal e financeira são colocadas em jogo, como os quatro apartamentos, entre eles uma cobertura comprada por R$ 1,7 milhão, além das oito empresas no Brasil e uma agência de turismo na Índia.

Gianecchini é seguidor dos ensinamentos espirituais do guru

Gianecchini é seguidor dos ensinamentos espirituais do guru - Crédito: Divulgação


 

Um dos fatos mais polêmicos é a fala de uma mulher, que disse ter sofrido abusos do guro, há dois anos atrás. “Nas primeiras duas experiências, senti nojo. Na segunda, fui ao banheiro e vomitei. Ele disse que era assim mesmo, que eu estava expurgando as dores.” Segundo ela, na terceira sessão, o guru trouxe sua shakti, Marcela Zuccon, uma mulher designada como sua companhia feminina. “Ele trazia a shakti dele e se masturbava na minha frente, enquanto ela me massageava. Eu fechava os olhos, não sentia desejo algum por ele. É asqueroso reviver tudo isso novamente e sinto muita vergonha. Nesses oito meses, eu me sentia suja”, contou.

Em entrevista concedida à Época, Prem Baba negou as acusações, afirmando ter sido relações consensuais. "Os fatos sobre os quais conversamos ocorreram há mais de 10 anos e se trataram de relação ocorrida de maneira consensual. Reconheci inclusive uma relação que durou por volta de 2 anos. Havia amizade e amor e, mesmo depois do término, perdurou a convivência e amizade até o mês passado. Hoje, sentimentos afloraram juntamente com decepções e mágoas. Compreendo esses sentimentos e sempre refletirei sobre as relações humanas e suas tensões emocionais, mas, definitivamente, não houve abuso", disse.


 

 

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