Entrevista

Marcelo contou que ficou ainda mais querido pelo público gay após o personagem
Marcelo contou que ficou ainda mais querido pelo público gay após o personagemFoto: Gustavo Gloria

Foi no quarto do hotel onde estava hospedado no Recife que conversamos com o ator Marcelo Serrado. Ele veio lançar o seu mais recente filme 'Crô - Em Família'. No bate-papo, falou o quanto é querido público, as diferenças do Crô do primeiro para o segundo longa, além do seu personagem 'Nicolau', na novela 'O Sétimo Guardião', de Aguinaldo Silva.

Os atores Luiz Miranda e Jefferson Schroeder, que vivem Doroth e Geni, respectivamente, no filme, também conversaram com a gente e contaram os detalhes do longa nacional que estreou em todos os cinemas nesta quinta-feira (6). Confira:




No show na Caixa Cultural, Fernanda fez um setlist que passeou por diversas fases da carreira
No show na Caixa Cultural, Fernanda fez um setlist que passeou por diversas fases da carreiraFoto: Gustavo Gloria/FolhaPE

A cantora Fernanda Takai fez temporada de shows na Caixa Cultural Recife, entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro, e conversou com o Site Roberta Jungmann em uma das pausas durante a sua passagem. Entre os assuntos, o projeto intimista 'Palco Brasil', onde ela canta e conta curiosidades da carreira, a continuação do 'Música de Brinquedo', a forma como trata os fãs, sempre atendendo após os shows, entre outros assuntos. Confira:

 

Avine declarou todo o seu amor por Pernambuco e pelos fãs
Avine declarou todo o seu amor por Pernambuco e pelos fãsFoto: Gustavo Gloria/FolhaPE

Avine Vinny Diniz da Silva Aragão, ou simplesmente, Avine Vinny. Natural de Sobral, no Ceará, o cantor se apaixonou por Pernambuco, tanto que escolheu o Estado para gravar o seu primeiro DVD, entre os dias 12 e 13 de outubro, no litoral Sul. O Site Roberta Jungmann conversou com o músico que falou sobre vida pessoal, a maratona de shows que chegam a 25 por mês, além dos detalhes do DVD e das novas parcerias, entre elas, com Ludmilla.  Confira:


Site Roberta Jungmann - Você grava seu DVD em outubro no litoral pernambucano. Conta para a gente os detalhes...

AVINE - Será no litoral Sul de Pernambuco. Estamos entre Maracaípe, Carneiros e Porto de Galinhas. Teremos o meu amigo Xand Avião como participação especial e mais dois nomes ainda serão revelados. Será um cenário paradisíaco. Iremos usar o visual natural, por isso o nome será 'Avine Vinny - Naturalmente'.

RJ – O que representa esse DVD na sua carreira?

AVINE - É um marco. O meu primeiro DVD de carreira. É em um Estado em que a gente é muito novo. Mas é uma resposta que está tudo dando certo.

RJ - Como é sua relação com os fãs pernambucanos?

AVINE - Amo Pernambuco. Por isso escolhemos gravar o DVD aqui. Avine Vinny e o pernambucano tem um elo e para selar, decidimos gravar aqui.

RJ – Como você lida com as redes sociais? No Instagram, por exemplo, você tem mais de meio milhão de seguidores. Como gerencia?

AVINE - Eu mesmo que respondo. O meu contato com os fãs é muito bacana. Respondo todo mundo que eu consigo. E nas redes eu posto tudo que eu acho interessante que as pessoas saibam. Não posto que estou doente, que estou no hospital, só gosto de compartilhar coisas boas.

RJ - Avine, você é conhecido também pelas suas tatuagens. Quantas você tem?

AVINE – Acho que são nove. Mas todas elas têm um significado. Não risco meu corpo por acaso. Tenho um cabo de instrumento que vai do braço até o coração, uma estrela de Davi, uma frase 'Minha música, minha voz', em inglês, tenho o nome da minha filha, tenho alguns instrumentos tatuados na perna, entre outras. Podem chegar outras, quem faz uma, vicia. Não me vejo sem elas.  

Avine tem uma legião de fãs nas redes sociais, meio milhão somente no Instagram

Avine tem uma legião de fãs nas redes sociais, meio milhão somente no Instagram - Crédito: Gustavo Gloria/FolhaPE


 

RJ - Como é sua atual agenda de shows? São 25 por mês? Haja disposição...

AVINE – Isso. E isso é muito bom, vejo que meu trabalho está sendo reconhecido. Em relação a voz, trabalho com uma fonoaudióloga. Procuro sempre colocar a voz, o corpo e a mente em dia. Mas aí, quando tenho folga, meu maior hobby é ficar em casa.

RJ - Em quem você se inspira?

AVINE - Sou muito fã do Xand Avião, Solange Almeida. Escuto de tudo um pouco. Sou fã da música gospel. Também escuto Alexandre Pires, Dilsinho. Sou bem eclético. 

RJ - E você já conquistou muita coisa com a fama?

AVINE - Eu me vejo muito tranquilo em relação a fama. Me considero uma pessoa normal e que canta. Não me considero ainda famoso. Em relação a conquistar, tudo que eu sonhei, Deus me ajudou e eu já conquistei muitas coisas. Só Deus sabe o quanto já passei de dificuldades. O que eu tenho materialmente e espiritualmente já me sinto realizado.

RJ -  Além do DVD, quais são seus próximos desejos na carreira?

AVINE - Dia 14 de setembro estarei lançando uma música com a Ludmila. Depois o DVD e em seguida, tem muitos shows importantes aqui no Recife que eu ainda não posso falar.

 

Roberta durante o show do projeto 'Palco Brasil', no Recife
Roberta durante o show do projeto 'Palco Brasil', no RecifeFoto: Gustavo Gloria/FolhaPE

Durante sua passagem pela Caixa Cultural Recife com o projeto 'Palco Brasil', a cantora Roberta Sá conversou com o Site Roberta Jungmann sobre as novidades na carreira, entre elas, suas parceria com Gilberto Gil, onde ela se prepara para lançar um disco apenas com músicas do baiano no ano que vem. Ela também declara sua paixão pela capital pernambucana, além da vida boêmia. Confira:

 

Fábio Assunção deixou o título de galã de lado para se abrir em entrevista à Trip
Fábio Assunção deixou o título de galã de lado para se abrir em entrevista à TripFoto: Fernando Young/Divulgação

Fábio Assunção é capa e recheio desta edição da revista Trip. A entrevista foi rolou exatamente como pede o atual momento: deixando de lado a fama de galã e focando na maturidade pessoal e profissional do ator, que ainda sofre com a dependência química. Sobre o assunto, ele afirmou: “É um trabalho diário mesmo. Não sei como é para cada um. Mas é isso. Eu acho que, tendo foco, é possível”. Confira mais declarações:

Sobre a dificuldade ao encarar sua dependência química sendo a figura midiática que é: “A primeira vez que achei que as coisas estavam saindo do meu controle, em 2008, fui ao AA [Alcoólicos Anônimos]. Estava me sentindo envergonhado, muito preocupado com as pessoas saberem. Cara, na hora que eu saí, tinha um paparazzo do lado de fora. Então, eu nunca tive a possibilidade de viver esse processo com privacidade”.

"Se você está feliz, se está com saudade, se tem uma perda ou se acaba um relacionamento, tem que vivenciar isso e dói. Essas coisas… Todo mundo sente o impacto desses sentimentos, não são sentimentos fáceis. Então acho que [fazer uso de substâncias químicas] foi uma forma de não sentir, uma coisa que eu não tinha preparo para me relacionar”.

“As pessoas sofrem por várias razões, por medo, ou porque são eufóricas, ou porque são deprimidas, ou porque sentem muita raiva. O equilíbrio é você aprender a lidar com essas forças a seu favor e a favor do mundo. Essa não é uma questão exclusiva das pessoas que têm ou tiveram histórico de uso de alguma substância, seja ela lícita ou ilícita, porque tem muita gente que desenvolve dependência de substâncias lícitas. A gente está aprendendo, não é uma resposta que só eu preciso encontrar”.

Sobre a luta contra a dependência ser diária: “Sim, é um trabalho diário mesmo. Não sei como é para cada um. Mas é isso. Eu acho que, tendo foco, é possível”.

Sobre ter sua privacidade respeitada: “No começo, sendo mais novo, eu era muito mais abordado, mas achava muito legal, não era desconfortável. Hoje, já vejo de outra forma, gosto de estar num mesmo espaço que outras pessoas, mas sem holofote”.

Sobre seu namoro com Maria Ribeiro: “Faz quatro meses que estamos juntos, mas a gente se conhece há muitos anos. Tivemos esse reencontro agora só. Está num momento incrível. Viajo sempre que acabo um trabalho, agora eu vou viajar para a Itália. Vamos eu e Maria para Itália”.

O ator lamentou nunca ter podido viver o tratamento de forma discreta e privada

O ator lamentou nunca ter podido viver o tratamento de forma discreta e privada - Crédito: Fernando Young/Divulgação

Sobre se filiar ao PT em 2017: “Tive um convite do Lula, numa conversa que tivemos em um jantar. Ele queria formar uma comissão para discutir política de drogas e queria que eu participasse. Falei que sim. E a gente fez algumas reuniões, ele disse que era muito importante conversar sobre isso com as famílias brasileiras”.

“O Brasil tem muito o que mudar nessa área, que é muito central. Se jogar a droga na ilegalidade, ela vira um instrumento de extermínio. É muito pesado o que falei, mas o que o Dória fez na Cracolândia foi uma violação de direitos humanos flagrante, uma coisa absurda”.

Sobre seu personagem mais recente, Ramiro, em “Onde nascem os fortes”: “É um cara extremamente conservador, reaça, um criminoso, que manipula coisas. Esse personagem é quase um ato político, é como se eu estivesse mostrando o que não acredito, ou que acredito pelo avesso”.

Sobre ter algum tipo de problema com o título de galã: “Quando você começa a trabalhar, fica chateado quando te chamam de galã. ‘Porra, não estão reconhecendo meu trabalho!’ Mas hoje já acho legal. ‘O cara não consegue escapar do galã!’ Acho maneiro. ‘Até de barba o cara continua galã!’ Poxa, obrigado, pessoal, valeu”. 

Clarissa revelou que morre de saudade da culinária do litoral pernambucano
Clarissa revelou que morre de saudade da culinária do litoral pernambucanoFoto: Divulgação

Você já deve ter visto Clarissa Pinheiro em Justiça, na minissérie exibida em 2016 na TV Globo, ela foi Irene. Agora, Clarissa pode ser visita na supersérie 'Onde Nascem os Fortes' como Gilvânia, a divertida motorista do personagem Pedro, vivido por Alexandre Nero. A recifense, que tem em seu currículo participações em novelas como 'Babilônia' e 'A Regra do Jogo', atualmente morando no Rio de Janeiro, conversou com o Site Roberta Jungmann sobre a experiência das gravações no sertão paraibano, detalhes dos bastidores, cinema pernambucano, além da saudade da capital pernambucana.  Confira:


RJ - Como está sendo sua experência na gravação de 'Onde Nascem os Fortes'?

CP - As gravações acabaram e bate uma certa melancolia. Foi um período muito bom, rico e divertido, que deixa saudades. Conheci pessoas super legais e talentosas, tanto da equipe quanto dos moradores da região. Um trabalho que, sem dúvidas, me engrandeceu tanto profissional como pessoalmente.

RJ - Você é pernambucana, já tinha visitado esse sertão da supersérie?

CP - Não conhecia o sertão da Paraíba, mas já tinha passado alguns dias no Vale do Catimbau, sertão de Pernambuco, que carrega a mesma beleza cheia de provações, luta e esperança. É incrível a força dessas pessoas e, com certeza, a série não poderia ser ambientada em outro lugar. É lá mesmo onde nascem e se criam os fortes.

RJ - Você falou que tinha muita vontade de atuar com Irandhir Santos, deu para sentir um gostinho no set?

CP - Nossa, foi uma única cena em que contracenamos, mas tenho que dizer que quando terminou eu me senti leve, feliz. O Irandhir tem uma potencia e presença em cena que te chama pra um jogo muito delicado e honesto. Foi lindo.

RJ - Gilvânia é uma personagem homossexual, de bom humor e atua direto com Alexandre Nero. Como foi para você? Qual a lição que fica de Gilvânia?

CP - A Gilvânia é uma figura. Me diverti muito durante todo o processo que “estivemos juntas”. Ela é uma personagem leve, mas que não deixa de colocar suas opiniões. Muitas vezes a sentia como uma voz da razão, dando conselhos e puxões de orelha. Sabia de tudo que estava acontecendo e se metia quando julgava necessário. Quanto à homossexualidade dela, achei legal o assunto ser tratado de uma maneira tão natural, tanto na trama quanto na casa dos Gouveia. Sabia-se que ela era homossexual, mas isso não era uma questão. Ela é e ponto. E é nesse sentido que devemos evoluir cada vez mais.

RJ - Tem alguma curiosidade de bastidor que marcou você?

CP - Para mim o mais curioso é que não chovia há sete anos no sertão. E esse era o cenário buscado para a série: clima árido, seco, árvores só no tronco. Porém, meses depois, quando ainda gravávamos, a chuva chegou. E aquele verde explodiu. E os rios subiram e toda aquela água trouxe obstáculos a mais para a logística das gravações. Mas ninguém ousava pensar que aquela chuva era um problema. Longe disso. Chuva no sertão é benção. E que beleza foi estar ali, acompanhando tudo isso.


Clarissa, que já atuou sob a direção de Kléber Mendonça, em Aquarius, conta que adoraria um novo convite

Clarissa, que já atuou sob a direção de Kléber Mendonça, em Aquarius, como a jornalista Ana Paula, conta que adoraria um novo convite - Crédito: Divulgação



RJ - Você também atuou em 'Justiça'. O que representou na sua carreira?

CP - “Justiça” foi uma grande e bonita oportunidade. Me proporcionou conhecer pessoas incríveis com as quais tive a sorte de trabalhar novamente. Ser dirigida pelo José Villamarim e sua equipe maravilhosa, sob o olhar do Walter Carvalho, foi de novo muito especial. Essa galera não é brincadeira, só dá gente fera! Me senti honrada em fazer parte.

RJ - Gostaria de trabalhar com algum cineasta pernambucano? Qual?

CP - Gostaria de trabalhar, novamente, com cineastas pernambucanos. Tive uma prazerosa experiência com o Kléber Mendonça, em “Aquarius” e com Daniel Edmundson, no telefilme “Bode de Natal”. Quem sabe em breve? Tenho o maior orgulho do nosso cinema. Continuar fazendo parte dele seria uma honra.

RJ - Você vem sempre ao Recife? Tem família por aqui?

CP - Sempre vou a Recife. As vezes mais de uma vez por ano. Meu irmão mora aí. É bom matar a saudade e renovar as energias com as nossas raízes. Ver amigos queridos, visitar a família é tudo que eu preciso. Não deixo de comer caranguejo, ostra, sururu, casquinho de aratu, agulha frita. Enfim, já deu pra perceber que eu sinto falta dessa nossa culinária litorânea. 

RJ - Já tem data para retornar?

CP - Por enquanto não. Mas não acho que vá demorar muito. 

RJ - E como fica os próximos trabalhos após a supersérie? Pode adiantar algum para a gente? 

CP - Alguns projetos na agulha, mas que não necessariamente serão exibidos esse ano. Vamos caminhando!


 

Camila Coutinho concedeu entrevista exclusiva ao site Roberta Jungmann
Camila Coutinho concedeu entrevista exclusiva ao site Roberta JungmannFoto: Gustavo Gloria

Camila Coutinho falou sobre a sua trajetória no blog Garotas Estúpidas, os desdobramentos da página, o seu recém-lançado livro, "Estúpida, eu?", o dia a dia de uma digital influencer e até como anda o coração em papo descontraído com a titular deste site, Roberta Jungmann. A conversa, que rolou no museu Cais do Sertão, no Recife, você confere no vídeo abaixo:

 

 

Joelma concedeu entrevista na tarde desta quinta (8)
Joelma concedeu entrevista na tarde desta quinta (8)Foto: Gustavo Gloria/FolhaPE

Joelma está no Recife para apresentar a sua nova turnê. A cantora faz show completo nesta sexta-feira (9), no Clube Metrópole. Na tarde desta quinta-feira (8), Joelma concedeu entrevista e falou sobre vários assuntos, incluindo a relação com o seu pai e sobre sua nova parceria com Marília Mendonça. Confira o bate-papo com ela:

O clipe lançado com Marília Mendonça é uma forma de desabafar?

Não procurei esta música, ela que me achou. Não sei se é para desabafar, mas ela me fez muito bem.

Como você vê essa junção do seu ritmo com o sertanejo de Marília Mendonça?

Eu já gravo este ritmo há muitos anos, antes mesmo dele surgir no sertanejo. Então foi uma mistura do que eu já fazia antes. A única diferença que eu coloquei nesta música foi um pouco de sanfona para misturar com o sertanejo, e só. Continua sendo a ‘batchatcha’ que eu fazia lá trás.

Com a carreira solo, você sentiu que os seus fãs mudaram também? Continuou o mesmo carinho ou até mais?

Mais (carinho). Acho que veio uma firmeza. Naquela hora eles carimbaram e afirmaram: “Eu te amo e estou com você, aconteça o que acontecer”. Foi muito bom.

Você não esteve no Galo da Madrugada este ano. Sentiu saudades?

Eu precisava descansar. Estava trabalhando demais. E aí eu disse: “Não, preciso descansar este ano. Preciso colocar minha cabeça no lugar já que tem tanta coisa aí para fazer”. E deu certo.

Na sexta você faz um show em uma boate LGBT do Recife. Em 2013 você se envolveu em uma polêmica com este público. Hoje em dia, você mudou o seu pensamento?

Meu melhor amigo é gay. É com ele que eu falo sobre todas as coisas. Eu sou evangélica e todo mundo sabe disso. Mas isto não interfere em nada, você tem que respeitar e amar o seu próximo. Agora sua relação com Deus é cada um e ninguém tem que se meter. É ligação direta. Eu não me considero uma pessoa cristã que agride as pessoas com palavras e preconceito. Isso não.

A música passa uma mensagem sobre a violência contra a mulher. Qual a sua opinião sobre o que deve ser feito a respeito?

Vai de cada pessoa. No caso da minha mãe, ele (o pai) foi embora e eu, quando criança, disse que foi a única coisa boa que ele fez. Eu tinha oito anos de idade e até hoje não o vi. Só falei por telefone. Antes de gravar meu novo DVD, eu liguei para ele. Eu odiava meu pai. Ele só plantou coisas ruins dentro de mim. Mas eu aprendi que guardar coisas ruins dentro de você, impede você de ser feliz. Então hoje eu perdoo 70 x 7, se for preciso, por dia. É uma escolha. Fácil, não é. Mas eu escolho isso, porque eu quero ser feliz de verdade.

Como você se sente de ter superado isto?

Eu me senti muito bem depois disto. Me senti muito leve. Já consigo falar com meu pai normalmente. A gente precisa insistir e persistir o bem sempre.

Como é sua relação com os fãs recifenses?

É bem legal. Eu só não sou muito adepta a internet, sabe? A internet não gosta muito de mim. Eu tenho que aprender a me apaixonar por ela. Eu gosto mais do corpo a corpo, de conversar. A relação mais forte é entre um show e outro. Depois do show eu distribuo 100 pulseiras e a gente fica ali tirando foto, jogando conversa fora, puxando orelha um do outro. É bem legal mesmo.

Os Novos Baianos chegam ao Recife para apresentação única, nesta sexta-feira (1º), no Classic Hall
Os Novos Baianos chegam ao Recife para apresentação única, nesta sexta-feira (1º), no Classic HallFoto: Divulgação

Baby do Brasil, Moraes Moreira, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor e Luiz Galvão finalmente estarão reunidos no Recife. Trazem a poesia e a esperança do Acabou Chorare ao palco do Classic Hall, nesta sexta (1º), às 21h. A cadência do samba no melhor estilo Novos Baianos promete encantar ainda mais os fãs, que já não se aguentam de ansiedade. É que o show estava marcado para agosto e precisou ser remarcado por causa de complicações de saúde de Moraes.

Mas já está “tudo bem, tudo certo” com o baiano, que concedeu entrevista exclusiva ao site RJ. Adiantou as homenagens que a banda vai fazer na apresentação, falou sobre a relação com os fãs mais jovens e tantos outros assuntos. Confira:


Site RJ - De onde veio a ideia de voltar com a banda?

Moraes - A ideia de reunir o grupo partiu da Bahia, a partir da reinauguração da Concha Acústica do Teatro Castro Alves, onde tivemos apresentações históricas. Eles nos convidaram para fazer a festa de reinauguração junto com Maria Bethânia e outros nomes.

A princípio, eu não tinha nenhum plano de volta com os Novos Baianos, de show com os Novos Baianos, mas a solicitação chegou muito forte e tive um apelo que Baby do Brasil fez para mim, que a gente fizesse shows juntos, para que a gente voltasse, que a Bahia estava nos chamando. Então resolvi fazer e aconteceram em maio, duas apresentações lotadas na concha. A partir daí, nós desenvolvemos a ideia da turnê.

Site RJ - Existe alguma possibilidade de canções inéditas em conjunto? 

Moraes - No show, nós não estamos preocupados com músicas inéditas, vamos cantar o repertório histórico dos Novos Baianos, baseado principalmente no álbum Acabou Chorare. Outras canções de outros discos também entrarão, e teremos homenagens a João Gilberto e a Tom Zé.

Moraes Moreira revelou a paixão pelo Recife e pela música pernambucana

Moraes Moreira revelou a paixão pelo Recife e pela música pernambucana - Crédito: Divulgação 

Site RJ - Qual é a relação dos integrantes com Pernambuco?

Moraes - Nós temos lembranças de shows que fizemos aí, na outra reunião. Passamos por Recife, ficamos aí uma semana, jogamos futebol contra o time juvenil do Santa Cruz, inclusive perdemos. Fizemos um show bacana. Temos boas lembranças. Eu, pessoalmente, tenho ótimas lembranças de Recife. Tenho ligação com Pernambuco. Sou amigo do Estado.

Já participei de vários carnavais de Recife, e o Maestro Duda já disse pra mim que ia me dar um diploma de frevista. Tenho muitos amigos, muitas amigas de Recife. É uma cidade que eu amo, adoro a sua cultura, é maravilhosa e eu sempre procuro estar atualizado com tudo o que acontece em matéria de cultura em Recife.


Site RJ
- Grande parte do público de vocês é de jovens. Como enxergam essa atemporalidade da obra do grupo?

Moraes - A juventude tem sido o nosso maior público nestas viagens pelo Brasil afora. Garotos de 16 e 17 anos dizendo que queriam ter morado no sítio com a gente, que queriam ter pertencido à nossa geração, para curtir de perto o que os Novos Baianos fizeram nos anos 70. A gente fica feliz de saber que a nossa música tem uma permanência muito grande, principalmente no coração dos jovens. Isso é o nosso futuro garantido.

Site RJ - Haverá alguma homenagem ao Recife ou a alguém especial?

Moraes - Com certeza alguma homenagem a Recife eu vou fazer, mas isso é segredo. Vocês vão ouvir no show.

Site RJ - O que podemos esperar da apresentação?

Moraes - Podem esperar um show quente, um show diversificado, um show de música brasileiríssima e universal. Estamos todos aí, tocando o repertório. Acabamos de gravar o DVD. Estamos com o show na estrada há algum tempo, e, com certeza, a nossa expectativa para o show em Recife é a melhor possível.

Site RJ - Depois de viverem tudo o que a ditadura trouxe, qual é a visão de política que vocês têm agora?

Moraes
- O que a gente comenta entre nós é que parece que todo vez que o Brasil vive uma situação ruim, a gente tem que aparecer para levantar a autoestima do povo brasileiro e para dizer: Brasil, esquentai vossos pandeiros. Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar o seu valor.

O homem, como dizia Aristóteles, é animal político. Precisa da política para viver. Nós precisamos da política, mas a política, no Brasil, virou uma atividade criminosa e isso tem que acabar. Eu acho que nós estamos passando por este processo e acredito que, daqui a mais um pouco, nós teremos um novo Brasil.


Site RJ - Quais os nomes da nova geração que vocês admiram?

Moraes - Queria fazer um destaque para a cena musical pernambucana, desde de Chico Science que eu venho admirando vários nomes da música pernambucana. Eu acho que, em Pernambuco, existe uma renovação muito grande da música brasileira e todo o Brasil precisa estar atento a isto, como eu sempre estive. Desde Chico Science, quando assisti ao seu show pela primeira vez e levei um susto.

Achei também que parecia muito com os Novos Baianos, era uma turma boa, uma turma bacana. O Brasil é um país que está sempre se renovando, principalmente em termos de música e de cultura em geral. Acredito que os valores estão aí para gente observar. Embora a internet hoje seja um palheiro onde para achar uma agulha é difícil.

O look envergado pela atriz Mariana Ximenes
O look envergado pela atriz Mariana XimenesFoto: Gustavo Gloria/FolhaPE

A atriz conversou com o site RJ sobre os cuidados com a beleza, o novo visual com franja e declarou o amor e o desejo de participar do cinema local. Confira: