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Adeus, desconforto intestinal

Dieta chamada low fodmap promete acabar com diversos distúrbios digestivos

Dieta restringe carboidratos específicosDieta restringe carboidratos específicos - ilustração folhape/lehi henri

Quem convive com problemas de cólica, diarreia e constipação intestinal frequentemente, pode pertencer a um grupo de pessoas intolerantes a alimentos composto por carboidratos de cadeia curta. Para esse diagnóstico, surge a chamada dieta low fodmaps, que traz a sigla em inglês das letras iniciais dos carboidratos altamente fermentativos, entre eles os oligassacarídeos, como trigo e algumas leguminosas, além de monossacarídeos, como a frutose.

A lista ainda inclui dissacarídeos, em lactose e derivados do leite, e polióis, presente em alguns adoçantes. O que eles têm em comum são a rápida fermentação no organismo, necessitando de maior quantidade de água no intestino - o que resulta no famoso inchaço na barriga. Identificada a origem dos incômodos, a dieta em questão, popularizada ao longo de 2019 nos consultórios, prevê a restrição e substituição coerente com a vida de cada indivíduo.

Segundo a nutricionista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Silvia Ribeiro Messalem, é importante lembrar que a restrição é feita somente com os carboidratos que não são bem absorvidos e completamente digeridos pelo organismo. Como eles são fermentados por bactérias, acabam causando um supercrescimento desses micro-organismos e, consequentemente, ocasionando outros problemas, como os desconfortos intestinais. “Todo protocolo deve ser montado por um nutricionista, que indicará uma dieta equilibrada, com outros carboidratos, fibras, minerais e vitaminas que não estão listadas no fodmaps. Com base nisso, o profissional tem como opção desenvolver receitas para o paciente com os alimentos permitidos, para que ele tenha várias opções disponíveis”, aponta.

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Ainda segundo a especialista, a dieta deve ser seguida entre seis e oito semanas. “Este período é o suficiente para que os sintomas desapareçam ou não, e após uma avaliação médica e nutricional, inicia-se a reintrodução dos alimentos de forma cautelosa, em pequenas quantidades e de forma isolada; com isso é possível identificar os grupos causadores do desconforto”, acrescenta.

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