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Saúde

Boa alimentação é essencial para as mães em período de amamentação

Conheça os nutrientes mais importantes para o fortalecimento do leite materno

Salmão, abacate, linhaça, nozes são fontes de energia e ácidos graxos Salmão, abacate, linhaça, nozes são fontes de energia e ácidos graxos  - Foto: Canva

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a amamentação deve começar nos primeiros 60 minutos de vida da criança e continuar de forma exclusiva até os seis meses. Além de fatores como estilo de vida, genética e idade da mãe, a composição do leite materno também é composta pelos nutrientes repassados a partir da alimentação. Não à toa, a demanda por uma rotina alimentar bem planejada é indispensável para a saúde do bebê.
 



Mas antes de anotar quais ingredientes são essenciais nessa fase, vale entender que o chamado leite humano (LH) é um fluido dinâmico, especialmente adequado aos pequenos, tanto em sua composição nutricional quanto nos fatores bioativos necessários para o desenvolvimento adequado. Já foi comprovado que o LH possui centenas de moléculas distintas que protegem contra infecções, inflamações e contribuem para a maturação imunológica, desenvolvimento de órgãos e colonização microbiana saudável. 

Fontes mais seguras

Por ser um período tão importante, muitas mulheres ficam com dúvidas em relação ao que comer ou, de fato, restringir. Segundo a nutricionista Adriana Stavro, pode ser necessário ingerir de 500 a 600 calorias a mais por dia. “No 6º mês, quando o bebê começar a comer outros alimentos, a mãe produzirá menos leite e poderá reduzir sua ingestão calórica”, orienta, explicando ainda que a alimentação deve ser a mais variada possível. “O sabor dos alimentos também é transferido através do leite. Isso pode influenciar na aceitação do bebê por novos alimentos durante o desmame e as primeiras experiências com a alimentação”, completa.

Esse é um quesito importante, inclusive na questão da obesidade. Segundo a diretora do Instituto Opy, que apoia ações de combate à obesidade infanto-juvenil, Flávia Antunes, os fatores comportamentais influenciam no desenvolvimento alimentar. “20% dos nossos genes são influenciados por questões hereditárias, e todo o resto por fatores externos como alimentação, amamentação, medicamentos, quantidade de infecções e prática de exercícios”, explica.

A orientação é incluir alimentos proteicos de duas a três vezes ao dia, como carnes, aves, peixes, ovos, laticínios, feijão, nozes e sementes. O salmão, inclusive, é o mais completo entre os pescados. A OMS também recomenda a ingestão diária de 400g de frutas e legumes. Já os carboidratos devem estar em grãos integrais e cereais.

Restrições adequadas

Evitar alimentos ricos em cálcio, como leite e derivados, além de café e chás na mesma refeição ajuda a não prejudicar a absorção de ferro, segundo Adriana Stavro. Outra polêmica está na ingestão de álcool - que ñão existe quantidade segura para os bebês.

“A água é responsável por 85 a 95% do volume total de leite. Existe uma crença generalizada que o aumento da ingestão de água aumentará a produção de leite, mas vários estudos mostraram que forçar a ingestão de líquidos além do necessário não tem efeitos benéficos na lactação. Beba de 40 a 50 ml por kg de peso ao dia”, aconselha a especialista. 

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