Chef Giovana Nacarato representa Pernambuco no reality Mestre do Sabor

Chef integra time de José Avillez, na segunda temporada do reality gastrô

Chef é consultora de um dos principais restaurantes do RecifeChef é consultora de um dos principais restaurantes do Recife - Foto: José Britto

A chef  Giovana Nacarato, que mora em Pernambuco, avançou na primeira etapa do reality Mestre do Sabor, e integra a equipe do chef português José Avillez. A seleção chamada “Prato de Entrada”, que fez os concorrentes apresentarem uma receita de sua escolha, foi exibida na noite de quinta-feira (7), na TV Globo.

Ela preparou um arroz vermelho de chambaril servido com salada de maxixe e picles de jerimum, que lembrram bem as raízes do Sertão pernambucano. A produção foi bastante elogiada pelos jurados, principalmente pela acidez do molho e a textura da carne. Tanto que os três disseram "sim" para o prato. "Foi emocionante só pela escolha desse ingrediente", disse Kátia Peixoto sobre a presença do arroz vermelho, enquanto Léo Paixão destaca a parte técnica da receita. "Este prato emociona", disse José Avillez - que foi então o escolhido pela candidata

Gi, como muitos a chamam, compõe agora um time de cozinheiros de várias regiões do Brasil. Para chegar na final ela deverá passar por mais seis etapas chamadas: Na Pressão; Duelos; Repescagem; Na Peneira; Semifinal; e Final. As avaliações acontecem às cegas e o primeiro lugar no programa leva o prêmio de R$ 250 mil.

Conheça a chef

Aos 31 anos, Giovana Nacarato soma uma experiência para poucos na sua idade. Já trabalhou com Tsuyoshi Murakami no Kinoshita, com Rodrigo Oliveira no Mocotó, com Bel Coelho no Dui, no La Mar e Huto, todos em São Paulo, além dos prestigiados Astrid y Gastón e Malabar, ambos em Lima, no Peru. Hoje, ela é consultora do grupo Quina do Futuro, no Recife.

De voz tranquila e personalidade discreta, a chef, que nasceu em Ribeirão Preto e aos dois anos foi morar em Caruaru, é presença feminina atuante em Pernambuco. Chegou a cursar Administração na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e até abriu uma boulangerie. Aos 15 anos foi para São Paulo, onde morou por seis anos, e aprimorou as técnicas gastronômicas que pratica até então.

“Saímos e tivemos contato com diferentes histórias, e isso nos fez voltar o olhar para o que temos, de fato, em Pernambuco”, disse em uma das entrevistas concedidas à nossa reportagem sobre a experiência de jovens chefs fora de Pernambuco. No estilo dos seus pratos está o que Gi chamou, certa vez, de empoderamento cultural - quando aquilo que está numa feira perto de casa pode se tornar insumo de uma receita tão valiosa quanto a de um cardápio tarimbado.

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