Combate ao Alzheimer inclui boa alimentação e ômega 3

Estilo de vida contribui para o surgimento da doença degenerativa

Jarbas VasconcelosJarbas Vasconcelos - Foto: Arthur Mota/Arquivo Folha

 

Blindar o cérebro para uma velhice saudável é tarefa que começa hoje pelo auxílio indispensável da alimentação. No topo das doenças neuro-degenerativas está o Alzheimer e seu caráter progressivo e irreversível, como o mal que promete atingir mais de dois milhões de pessoas até 2030, segundo a Associação Brasileira de Alzheimer. Embora as causas da doença não estejam 100% definidas, profissionais de saúde são unânimes em afirmar que o estilo de vida pode interferir no problema.

A orientação é incluir antioxidantes, de frutas e legumes. A lista ainda inclui opções ricas em vitamina E (gérmen de trigo, nozes, óleos vegetais prensados a frio e semente de girassol). “A alimentação é um fator de bastante relevância quando falamos em Alzheimer, recuperando o estado nutricional e melhoramento das funções cerebrais”, ratifica a nutricionista Milena Nascimento.
Para preservar o sistema nervoso, é essencial ter fontes de ômega 3. “Linhaça, sardinha e surubim, este último é uma ótima opção por ter preço acessível e baixa contaminação por metais pesados”, reforça. Com o tempo e a falta de cuidados, a doença se apresenta como demência ou perda de funções cognitivas.

Quem já ouviu a recomendação de consumir pirão da cabeça do peixe como aliado da memória? Para Milena, a explicação está exatamente no ômega 3 dos peixes selvagens ou em cápsulas. “É um complemento porque o corpo não é capaz de produzir, precisa ser obtido na alimentação ou suplementação. O ideal é procurar um profissional mas a recomendação geral é de dois mil miligramas por dia”, completa.

 

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