Como não exagerar na festa de fim de ano

O último mês do ano não precisa ser apenas de gordices à mesa. Cautela e bom senso ajudarão a amenizar a culpa, segundo dicas dos especialistas

Nada de exagerosNada de exageros - Foto: Arte/Folha de Pernambuco

O mês de dezembro resgata o velho dilema sobre manter (ou não) a alimentação saudável em meio aos encontros de confraternização e clássicos da mesa de Natal e Réveillon. É dada a largada para uma verdadeira farra etílica e gastronômica. Caminho tentador, cujo céu não precisa ser o limite e muito menos levar a dietas torturantes no começo do próximo ano. A dica, segundo os profissionais de saúde, é seguir a linha do bom senso e fazer compensações que evitem o exagero.

Isso porque as opções típicas da época, além de serem muito calóricas, são servidas com fartura em travessas feitas para compartilhar. É a hora em que o senso de medida cai ladeira abaixo. Para a nutricionista Munique Gomes, a solução é fazer substituições mais naturais em relação aos típicos pratos de Natal, por exemplo. “Como trocar molhos à base de maionese pelo iogurte natural sem adição de açúcar e corantes. Também preferir petiscos saudáveis como nozes, castanhas, amêndoas e queijos, preferencialmente, os brancos como coalho, coalho light, minas frescal ou ricota”, resume ela, que ainda sugere produzir a farofa com farinha de aveia no lugar da mandioca, adicionando ovo, já rico em colina e carotenoide. “Já a aveia é rica em beta glucana, atuando no controle de glicose sanguínea”, completa.

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Já as fontes proteicas, como o frango e a carne suína, podem ser levadas ao forno usando azeite de oliva e manteiga. “Outra opção de salada é a de bacalhau, usando temperos naturais como cebola, tomate, cúrcuma, manjericão e orégano, ofertando total sabor aos alimentos e excluindo molhos e temperos industrializados”, reforça Gomes. As frutas também não devem ser itens meramente decorativos. Uva, maçã, pêssego e kiwi, por exemplo, são ricos em vitamina C e fitoquímicos, que previnem os radicais livres e agem como síntese do colágeno, prevenindo envelhecimento precoce.

Seja para a hora da ceia ou mesmo para o encontro com os amigos, uma dica essencial é fazer compensações no próprio cardápio ao longo do dia. Na prática, se a festa acontecer à noite, por que não aliviar na ingestão de calorias até a hora do encontro? Segundo a coordenadora do núcleo de pós-graduação em Nutrição do Instituto de Desenvolvimento Educacional (IDE), Joyce Moraes, é preferível fazer refeições mais leves para tentar compensar. “Imagina almoçar feijoada no dia 24? Não dá, né? A pessoa pode fazer um jantar por volta das 18h ou 19h. Saladas com grelhados e legumes com peixe constituem uma ótima sugestão. Ao sair de casa, também pode-se fazer um lanche. Sugiro frutas, pois fornecem saciedade e ajudam a preparar o fígado para o que vem por aí”.

Na ceia, é interessante evitar petiscos como frituras e com molhos gordurosos. Mas caso a pessoa esteja em uma mesa que só tenha petiscos fritos, não precisa deixar de comer, só cuidado para não exagerar. É você que vai preparar a noite? “Uma ideia é colocar frutas frescas como opção de sobremesa, sucos e água saborizada como opção de bebidas. Além disso, evite preparações com frituras, maionese e açúcar em excesso”, explica Joyce. Por fim, ela ainda lembra a ingestão de água, para evitar a desidratação por quem extrapola nos alcoólicos. Se não teve jeito e, mesmo assim, a pessoa exagerou em tudo, o dia seguinte deve ser de rotina alimentar normal, mantendo a hidratação e utilizando de fitoterapia com chás de hibisco, boldo e alcachofra.

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